quinta-feira
25 junho

Navio de Assistência Hospitalar Anna Nery amplia atendimento ribeirinho na Amazônia, levando consultas, cirurgias de baixa complexidade e mamografia a comunidades isoladas

Navio de Assistência Hospitalar Anna Nery chega a Belém para reforçar a presença da Marinha na Amazônia Oriental e oferecer atendimento de média complexidade em rios e ilhas

A chegada do Navio de Assistência Hospitalar Anna Nery a Belém marca um avanço na assistência à saúde fluvial, com capacidade para levar exames e procedimentos a localidades de difícil acesso.

A embarcação foi projetada para atuar nos rios Amazonas, Tocantins, Xingu e Tapajós, e no Arquipélago do Marajó, ampliando rotas de atendimento em áreas onde o transporte fluvial é a principal via de acesso.

As informações sobre a operação, estrutura e metas da nova embarcação foram divulgadas pelo Comando do 4º Distrito Naval, conforme informação divulgada pelo Comando do 4º Distrito Naval.

Estrutura hospitalar e capacidades

O Navio de Assistência Hospitalar Anna Nery foi concebido como uma plataforma fluvial de saúde, com uma das mais completas estruturas hospitalares embarcadas da Marinha na região amazônica.

A embarcação dispõe de consultórios médicos e odontológicos, laboratório, salas de mamografia, raio-X, ultrassonografia e uma sala para procedimentos invasivos e cirurgias de baixa complexidade, além de farmácia, triagem, leito de internação e central de material esterilizado.

Dados oficiais do Comando do 4º Distrito Naval, sobre o NAsH “Anna Nery”:

  • Mais de 40 mil atendimentos previstos por ano
  • 25 compartimentos destinados à assistência hospitalar
  • 47 militares na tripulação fixa
  • Capacidade para embarcar 21 profissionais voluntários
  • Até 20 dias de autonomia sem reabastecimento
  • Até 45 dias de autonomia em medicamentos e insumos
  • Atuação nos rios Amazonas, Tocantins, Xingu e Tapajós
  • Apoio às comunidades do Arquipélago do Marajó

Alcance operacional e logística

Construído em Manaus, no Estaleiro Bibi, o navio integra a estrutura operacional do Comando do 4º Distrito Naval, fortalecendo a presença da Marinha em municípios com difícil acesso e baixos indicadores sociais.

Com autonomia para até 20 dias sem reabastecimento e capacidade operacional de até 45 dias em relação aos insumos hospitalares, o navio pode permanecer longos períodos em missão, ampliando a continuidade do atendimento.

O Comando ressalta que a embarcação complementa as operações já realizadas pela Força na região, e que a combinação do novo navio com o NAsH “Sargento Lima” amplia a oferta de serviços, sobretudo na média complexidade, para populações vulneráveis.

Impacto social, presença do Estado e parcerias

O nome da embarcação tem simbolismo, por homenagear a pioneira da enfermagem brasileira, e representa um instrumento de presença do Estado na Amazônia, com foco em cidadania e inclusão social.

Segundo o comandante do navio, Capitão de Corveta Diego Rodrigues, a nova embarcação representa um avanço importante para o atendimento às populações que vivem em municípios com menores índices de desenvolvimento humano, conforme informações oficiais do Comando do 4º Distrito Naval.

O Vice-Almirante Adriano Marcelino Batista, comandante do 4º Distrito Naval, destacou que o “Anna Nery” complementa as capacidades já oferecidas pelo NAsH “Sargento Lima”, fortalecendo a integração nacional por meio da saúde fluvial.

Além da tripulação fixa, o navio tem capacidade para embarcar até 21 profissionais voluntários, civis ou militares, e atuar em parceria com universidades, organizações da sociedade civil e órgãos públicos, ampliando o alcance das ações humanitárias.

Ao chegar a Belém, o Navio de Assistência Hospitalar Anna Nery reforça o compromisso da Marinha do Brasil com a proteção da vida, a assistência social e o desenvolvimento humano nas comunidades ribeirinhas da Amazônia Oriental.

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