quinta-feira
25 junho

General Amaro destaca papel do GSI na defesa das infraestruturas críticas do Brasil, segurança cibernética e integração com a ECEME na formação de QEMA

Ministro-Chefe do GSI, General Marcos Amaro, apresentou estratégias para proteger infraestruturas críticas e coordenar segurança cibernética, aproximando Forças Armadas e administração pública

O Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General de Exército Marcos Antonio Amaro dos Santos, ministrou conferência na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, ECEME.

O foco do encontro foi a atuação do GSI na proteção de ativos essenciais, com destaque para a defesa das infraestruturas críticas e a coordenação da segurança cibernética na Administração Pública Federal.

A atividade teve como público os oficiais-alunos que se preparam para integrar o Quadro de Estado-Maior da Ativa, QEMA, e buscou aproximar teoria e prática sobre assessoramento estratégico.

conforme informação divulgada pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR)

GSI e atribuições estratégicas

O General Amaro ressaltou que o papel do GSI vai além da segurança presidencial, abrangendo a coordenação da segurança institucional, a prevenção de crises e a proteção das infraestruturas críticas.

Entre as responsabilidades mencionadas estão a coordenação da segurança da informação na administração pública, o acompanhamento de ameaças terroristas, e a articulação de programas estratégicos vinculados aos setores nuclear e espacial.

Segundo a apresentação, qualquer interrupção em serviços como energia, telecomunicações, transportes e sistemas financeiros pode gerar impactos severos na economia, na governança e na segurança nacional, reforçando a prioridade dada à proteção desses ativos.

Formação na ECEME e papel dos oficiais do QEMA

A conferência integrou o processo de formação dos oficiais-alunos da ECEME, instituição responsável por preparar militares para funções de comando, direção e assessoramento nos níveis mais altos da Força Terrestre.

Para os futuros integrantes do QEMA, compreender a estrutura do Estado e os mecanismos de coordenação do GSI é passo essencial para desempenhar funções de assessoramento estratégico junto à administração pública.

O General Amaro compartilhou experiências práticas da carreira, aproximando os conceitos teóricos da realidade enfrentada por autoridades que atuam na alta administração, e reforçando a importância da integração interinstitucional.

Segurança cibernética e proteção das infraestruturas críticas

Nos últimos anos, a expansão das ameaças digitais elevou a segurança cibernética ao centro das agendas de defesa, tornando a proteção das infraestruturas críticas uma prioridade.

O GSI coordena ações para fortalecer a resiliência institucional, estimular a atualização tecnológica e desenvolver capacidades especializadas, com integração entre órgãos governamentais e Forças Armadas.

Ao aproximar os futuros oficiais dessas questões, a conferência visa prepará‑los para enfrentar um ambiente estratégico marcado pela convergência entre segurança física, proteção digital e defesa dos interesses nacionais.

Integração institucional e próximos passos

O encontro também enfatizou a necessidade de integração entre as Forças Armadas e demais órgãos responsáveis pela formulação e execução de políticas de segurança, para responder de forma coordenada a crises e ameaças às infraestruturas críticas.

Programas estratégicos relacionados aos setores nuclear e espacial foram citados como exemplos de temas que exigem coordenação e sigilo, além de capacidade técnica e governança adequada.

Na avaliação do General Amaro, formar oficiais com visão ampla sobre segurança institucional e cibernética é essencial para garantir a continuidade dos serviços essenciais e a soberania nacional.

Ao final, a iniciativa na ECEME foi apontada como contribuição direta para a qualificação de assessores estratégicos, capazes de atuar em cenários complexos que envolvem proteção de ativos críticos, defesa cibernética e integração entre Estado e Forças Armadas.

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