A vitória coloca a Marinha do Brasil na IMO em posição de maior influência técnica, permitindo ao país contribuir diretamente na formulação de normas sobre navegação, comunicações e busca e salvamento
A eleição do Brasil para a vice-presidência do Subcomitê de Navegação, Comunicações e Busca e Salvamento fortalece o papel do país em fóruns decisórios que moldam a segurança marítima global.
A conquista ocorre após disputa com China e Estados Unidos, e mostra reconhecimento técnico da Marinha do Brasil na governança marítima internacional.
O resultado amplia a capacidade brasileira de defender interesses estratégicos relacionados à Amazônia Azul e às rotas comerciais, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
O papel do NCSR na governança marítima
O Subcomitê de Navegação, Comunicações e Busca e Salvamento (NCSR) é um dos principais fóruns técnicos da Organização Marítima Internacional. Suas decisões orientam regras adotadas por marinhas, autoridades marítimas, armadores e operadores portuários em todo o mundo.
As discussões do NCSR tratam de segurança da navegação, sistemas de comunicação marítima, monitoramento do tráfego naval e coordenação de operações de busca e salvamento, temas com impacto direto nas operações em alto mar.
Quem vai assumir a vice-presidência
“O cargo de vice-presidente será exercido pelo Capitão de Mar e Guerra da Reserva Marco Lucio Malschitzky, integrante da delegação brasileira junto ao subcomitê há mais de dez anos.” A escolha reconhece experiência técnica e continuidade no trabalho brasileiro dentro da IMO.
A eleição do representante brasileiro foi obtida em disputa com China e Estados Unidos, o que reforça a credibilidade técnica da Marinha do Brasil na arena internacional.
Relevância estratégica para a Amazônia Azul e segurança
“Para o Brasil, a participação em fóruns decisórios da IMO possui importância estratégica. O país possui mais de 8.500 quilômetros de litoral e uma extensa área marítima sob jurisdição nacional, conhecida como Amazônia Azul, onde se concentram recursos naturais, rotas comerciais e infraestruturas essenciais para a economia nacional.”
A presença brasileira no NCSR influencia normas sobre monitoramento do tráfego marítimo, coordenação de busca e salvamento e proteção da vida humana no mar, temas centrais para a segurança da navegação e para a economia.
Coordenação da Marinha e significado histórico
A atuação do Brasil na IMO é coordenada pela Marinha do Brasil, com apoio da Representação Permanente do Brasil junto à Organização Marítima Internacional, sediada em Londres.
“Segundo o Representante Permanente do Brasil junto à IMO, Almirante de Esquadra Claudio Henrique Mello de Almeida, a eleição demonstra a confiança dos Estados-membros na capacidade brasileira de contribuir para o aperfeiçoamento das normas internacionais.”
“A conquista também possui significado histórico. Antes desse resultado, o último brasileiro a exercer função de liderança na IMO foi Flávio da Costa Fernandes, que atuou como vice-presidente e posteriormente presidente do Subcomitê de Prevenção e Resposta à Poluição entre 2014 e 2024.”
Com a vice-presidência no NCSR, a Marinha do Brasil na IMO amplia sua influência técnica, reforça compromissos com a segurança da navegação e amplia a capacidade de defender interesses nacionais em regras que impactam todo o tráfego marítimo mundial.


