A réplica do 14 Bis, acoplada a um balão de 25 metros de altura, decolou na Academia da Força Aérea em Pirassununga, acompanhada pelas aeronaves do Esquadrão de Demonstração Aérea
Réplica do 14 Bis voltou aos céus em uma homenagem que uniu tradição, inovação e emoção, ao reunir o icônico aparelho de Santos Dumont, um balão aerostático e a Esquadrilha da Fumaça.
O voo ocorreu na Academia da Força Aérea, em Pirassununga, e foi concebido como tributo aos 120 anos da conquista de Alberto Santos Dumont.
O espetáculo foi idealizado por Luigi Cani e contou com planejamento operacional extenso, para garantir segurança e precisão na execução, conforme informação divulgada pela Força Aérea Brasileira e por Luigi Cani.
O voo, a operação e a formação
A operação levou ao ar uma réplica fiel do 14 Bis, acoplada a um balão de 25 metros de altura, enquanto as aeronaves do Esquadrão de Demonstração Aérea, a tradicional Esquadrilha da Fumaça, faziam a escolta em formação.
A apresentação exigiu coordenação entre pilotos da Esquadrilha, equipes de apoio em solo, especialistas em balonismo e profissionais de segurança aérea, em um planejamento operacional minucioso.
O comandante da Esquadrilha da Fumaça, Major Aviador Nilson Rafael Oliveira Gasparelo, destacou que o sucesso da missão foi resultado da integração entre diferentes competências e do compromisso coletivo em realizar uma homenagem à altura da importância histórica de Santos Dumont.
Luigi Cani e a inspiração de Santos Dumont
O projeto foi idealizado por Luigi Cani, que transformou sua admiração pelo inventor em uma homenagem pública. Detentor de 11 recordes mundiais e responsável por mais de 14 mil saltos, Luigi Cani trouxe experiência em demonstrações aéreas para conceber a apresentação.
Segundo Cani, a iniciativa não celebra apenas o voo, mas também valores como coragem, disciplina, simplicidade e inovação, qualidades atribuídas à trajetória de Santos Dumont.
A ideia nasceu durante as comemorações dos 150 anos do nascimento do Patrono da Aeronáutica Brasileira, realizadas pela FAB em 2023, em Brasília, e evoluiu para o espetáculo inédito em Pirassununga.
Museu Aeroespacial Paulista e preservação do legado
A réplica do 14 Bis utilizada na homenagem terá continuidade como peça de memória, ela passará a integrar o acervo do futuro Museu Aeroespacial Paulista (MAPA), atualmente em fase de implantação no Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo.
A inclusão da réplica no museu amplia esforços de preservação da memória aeronáutica nacional, permitindo que diferentes gerações conheçam de perto uma homenagem emblemática a Santos Dumont.
Ao reunir passado, presente e futuro em um mesmo evento, a celebração com a réplica do 14 Bis, a Esquadrilha da Fumaça e Luigi Cani reafirma o papel do pioneirismo brasileiro na história da aviação.
O símbolo e a continuidade
Mais de um século depois do primeiro voo histórico, a invenção de Santos Dumont segue inspirando pesquisadores, profissionais da aviação e o público em geral, ela é vista como símbolo da capacidade criativa brasileira.
A réplica do 14 Bis no espetáculo em Pirassununga funcionou como elo entre as primeiras experiências de voo, feitas com materiais simples, e as aeronaves militares modernas, demonstrando evolução técnica e cultural.
Para participar com sugestões ou comunicar erros sobre esta cobertura, o contato divulgado foi: WhatsApp 21 99459-4395, informação que acompanha a divulgação da homenagem pelo Defesa em Foco.


