Inauguração marcada para 29 de junho em Manaus, com foco em formação, pesquisa avançada e tecnologias para proteção e desenvolvimento da Amazônia Legal
O novo instituto terá sede no Centro Regional de Manaus do CENSIPAM e reúne parcerias com universidades e centros de pesquisa locais e nacionais.
O objetivo declarado combina pesquisa científica de ponta e ações sociais, com cursos de mestrado, doutorado e projetos de extensão voltados às comunidades amazônicas.
Conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Missão e inauguração
Segundo o material recebido, “O Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (IPEAM) será inaugurado em Manaus (AM) no próximo dia 29 de junho, com a presença do ministro da Defesa, José Mucio Monteiro.” A cerimônia marca o início de operações do instituto, que terá caráter multidisciplinar e atuação regional.
O IPEAM nasce com a missão de “formar recursos humanos altamente qualificados e desenvolver tecnologias estratégicas voltadas à proteção, à defesa e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal”, conforme o texto de apresentação.
Pesquisa, desenvolvimento e áreas estratégicas
“A primeira frente de atuação do instituto será dedicada à pesquisa científica avançada, inicialmente vinculada ao programa de pós-graduação em Engenharia de Defesa do Instituto Militar de Engenharia (IME).” Essa vinculação permitirá oferta de cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado integrados entre Manaus e o campus do IME, no Rio de Janeiro.
Entre as prioridades de pesquisa estão, em destaque, inteligência artificial, biotecnologias, transição energética, tecnologias quânticas e segurança cibernética. O instituto também terá foco no desenvolvimento de ferramentas para o monitoramento ambiental, territorial e de fronteiras.
Educação, extensão e impacto social
Além da formação avançada, o IPEAM prevê forte atuação social com programas de extensão, incluindo aulas de reforço para estudantes do ensino fundamental, capacitação de professores e projetos de iniciação científica para jovens da região.
O projeto busca reduzir desigualdades de acesso ao conhecimento científico e tecnológico, aproximando pesquisa e demandas locais, e ampliando oportunidades econômicas e sociais na Amazônia.
Cooperação institucional e financiamento
O instituto será instalado no CENSIPAM e atuará em parceria com a Universidade Federal do Amazonas, a Universidade do Estado do Amazonas e o Instituto Federal do Amazonas, entre outros.
Conforme o documento, “O apoio da CAPES, do CNPq e da FAPEAM permitirá a oferta de bolsas de estudo, financiamento de pesquisas e estímulo à mobilidade acadêmica,” medidas que devem fortalecer o ecossistema científico regional.
Na prática, a articulação entre Força Terrestre, universidades e agências de fomento pretende transformar conhecimento em soluções para monitoramento ambiental, gestão territorial, proteção de fronteiras e uso sustentável dos recursos, ampliando a presença qualificada do Estado na Amazônia.


