CASOP reconstruiu digitalmente a comissão ADEREX SUP-SUB/Lançamento de Armas I-2026, analisando ‘Trânsito com Oposição de Superfície’ e ‘Trânsito com Oposição de Submarino’, fortalecendo a guerra antissubmarino
A Marinha do Brasil concluiu a reconstrução dos exercícios realizados durante a comissão ADEREX SUP-SUB/Lançamento de Armas I-2026, em trabalho que usou dados operacionais reais para aperfeiçoar táticas de guerra antissubmarino e de proteção de unidades navais de alto valor.
A atividade, coordenada pelo Centro de Apoio a Sistemas Operativos, CASOP, reuniu navios da Esquadra, aeronaves da Marinha e da Força Aérea Brasileira, e o submarino Tikuna, reforçando a interoperabilidade e o preparo do Poder Naval brasileiro.
Realizada em 15 de junho, a reconstrução permitiu analisar detalhadamente as ações desenvolvidas durante a comissão naval na região de Cabo Frio, consolidando lições e atualizando procedimentos operacionais, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Reconstrução digital e metodologia
O CASOP utilizou o Sistema de Avaliação de Exercícios Táticos da Esquadra em modo de reconstrução, o que possibilitou reproduzir fielmente os cenários enfrentados na operação real.
Essa metodologia permitiu revisar decisões táticas, identificar oportunidades de melhoria e validar procedimentos empregados em combate naval moderno, em especial nas ações de guerra antissubmarino, onde o tempo de detecção e a coordenação entre meios são decisivos.
Meios, cenários e lições aplicadas
Foram analisados os exercícios de ‘Trânsito com Oposição de Superfície’ e ‘Trânsito com Oposição de Submarino’, cenários essenciais para a proteção das chamadas Unidades de Maior Valor que projetam o poder naval brasileiro.
Participaram da atividade o Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Saboia, a aeronave Super Lynx, as fragatas União, Independência e Constituição, e a corveta Barroso, atuando como escoltas responsáveis pela defesa da força-tarefa.
No papel de força oponente estiveram o Navio-Patrulha Oceânico Apa, equipado com a aeronave remotamente pilotada ScanEagle, e o submarino Tikuna, o que permitiu a simulação de ameaças realistas e o aperfeiçoamento das capacidades de detecção, acompanhamento e neutralização de alvos submersos.
Integração Marinha e FAB, e o papel do P-3AM Orion
Um dos destaques da comissão foi a participação da aeronave P-3AM Orion, da Força Aérea Brasileira, empregada em ações de Guerra Antissubmarino, ASW, com lançamento de sonoboias em apoio às operações da Esquadra.
A atuação conjunta evidencia o elevado grau de integração entre as Forças Armadas, reforçando a importância da interoperabilidade para missões complexas que dependem do compartilhamento de sensores, dados e meios operacionais.
Prontidão da Amazônia Azul e próximos passos
As comissões ADEREX representam instrumento central de adestramento da Marinha do Brasil, permitindo testar táticas, técnicas e procedimentos em cenários que reproduzem ameaças contemporâneas ao ambiente marítimo.
Ao utilizar dados operacionais reais para reconstruir os exercícios, o CASOP fortalece uma cultura de aprendizado contínuo baseada em evidências, reduzindo vulnerabilidades e aprimorando a eficiência das futuras operações da Esquadra.
O modelo adotado segue tendências das principais forças navais do mundo, que usam sistemas avançados de análise pós-ação para acelerar a evolução doutrinária e elevar os níveis de prontidão operacional, em especial na área de guerra antissubmarino.
Entre os ganhos práticos estão a atualização de procedimentos para escoltas, a melhoria da coordenação entre navios e aeronaves, e a incorporação das lições aprendidas aos programas de treinamento e capacitação.
Conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.


