Em Manaus, cerimônia do Centro de Instrução de Guerra na Selva entregou brevês aos concluintes do COS, homenageou a turma pioneira de 1966 e ressaltou a missão dos Guerreiros de Selva na proteção da Amazônia e das fronteiras
O Centro de Instrução de Guerra na Selva, em Manaus, formou uma nova turma do Curso de Operações na Selva, entregando o tradicional brevê de Guerreiro de Selva a militares que concluíram semanas de treinamento rigoroso.
A solenidade reuniu autoridades militares, familiares e veteranos da primeira turma, que retornaram para receber reconhecimento institucional por seu legado à doutrina de selva.
A cerimônia também marcou os 60 anos da primeira brevetação de Guerreiros de Selva, consolidando a continuidade de uma formação reconhecida internacionalmente, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
O treinamento que tornou o CIGS referência mundial
O Curso de Operações na Selva, do CIGS, exige preparo físico extremo, resistência psicológica e domínio técnico em um dos ambientes operacionais mais complexos do planeta.
A formação é dividida em três fases, vida na selva, técnicas especiais e operações, com ênfase em sobrevivência, orientação, obtenção de recursos naturais e combate em terreno de difícil acesso.
Na etapa final, os alunos planejam e executam operações completas, desenvolvendo liderança e tomada de decisão sob pressão, com o objetivo de formar comandantes aptos a atuar em qualquer cenário amazônico.
Tradição, símbolos e citações da cerimônia
Os concluintes receberam o brevê de Guerreiro de Selva, símbolo máximo da especialização operacional no ambiente amazônico, e um dos distintivos mais respeitados das Forças Armadas brasileiras.
Durante a cerimônia, o General Viana Filho afirmou, “Esses militares que hoje se formaram levarão este conhecimento para suas unidades e atuarão na defesa dos interesses nacionais, em especial em nossa região de fronteira.”
O Coronel Prazeres, comandante do CIGS, reafirmou o espírito da instituição com a frase, “Antes que a luz se apague, antes que o sol se ponha, haverá alguém de estar, haverá alguém de ficar, para que outros venham, para que outros fiquem.”
Homenagem à turma pioneira e legado de 60 anos
Seis décadas depois da primeira brevetação, ocorrida em 1966 pelo então Major Jorge Teixeira de Oliveira, os veteranos da turma pioneira foram homenageados pelo CIGS.
Esses pioneiros ajudaram a validar técnicas e procedimentos que ainda orientam a doutrina brasileira de guerra na selva, e voltaram ao Centro para receber reconhecimento institucional pelo legado deixado às gerações seguintes.
Guerreiros de Selva e a presença do Estado na Amazônia
Os conhecimentos adquiridos no curso são disseminados por unidades espalhadas pela faixa de fronteira amazônica, fortalecendo a presença do Estado em regiões estratégicas e de difícil acesso.
Os Guerreiros de Selva atuam na proteção das populações locais, no combate a ilícitos transnacionais e na preservação da soberania nacional sobre a maior floresta tropical do planeta, contribuindo para a segurança das comunidades e para a integridade territorial do Brasil.
A cerimônia em Manaus contou com a presença do General Vendramin, Comandante Militar da Amazônia Oriental, e do General Viana Filho, Comandante Militar da Amazônia, reforçando o compromisso institucional com a formação e a missão desses especialistas.


