terça-feira
10 fevereiro

Parceria entre Marinha, CTMRJ, IPqM e SIATT para desenvolver propulsão estratégica em motores sólidos do míssil MANSUP e reforçar a Base Industrial de Defesa

Com foco em propulsão estratégica, o acordo visa formular propelentes e liners do motor-foguete do MANSUP, aumentar autonomia tecnológica e apoiar as Fragatas Classe Tamandaré

A Marinha do Brasil ampliou a cooperação entre centros de pesquisa e indústria para avançar em tecnologia de propulsão aplicada a mísseis navais.

O acordo reúne o Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro, o Instituto de Pesquisas da Marinha e a empresa SIATT, com objetivo técnico sobre motores de foguete sólidos.

Os detalhes da parceria foram divulgados pelas instituições envolvidas, destacando o caráter estratégico do projeto, conforme informação divulgada pelo CTMRJ e IPqM

O que prevê o acordo

Segundo comunicado oficial das instituições envolvidas, ‘O acordo tem como objetivo a formulação de propelentes e liners do motor-foguete do míssil antinavio MANSUP, sistema de armas destinado às Fragatas Classe Tamandaré, consideradas um dos pilares da modernização do Poder Naval brasileiro.’ A ação concentra-se na propulsão, buscando resultados aplicáveis às fragatas e à capacidade operacional da Marinha.

Por que a propulsão estratégica importa

O domínio de tecnologias de propulsão, especialmente a propulsão sólida, é tratado como prioridade porque reduz dependência externa e aumenta o controle sobre o ciclo de vida do armamento.

Na palavra das próprias instituições, ‘O domínio de tecnologias sensíveis, como a propulsão sólida, é considerado estratégico, pois garante independência operacional, redução de vulnerabilidades externas e maior controle sobre o ciclo de vida do armamento.’ Essa visão sustenta o investimento em desenvolvimento nacional.

Impactos para a Base Industrial de Defesa

A parceria entre CTMRJ, IPqM e SIATT reforça o modelo de colaboração entre pesquisa e indústria, e tende a acelerar a transferência de tecnologia e a formação de especialistas.

O projeto deve fortalecer a Base Industrial de Defesa, gerar empregos qualificados e ampliar a autonomia estratégica do país, com foco direto na propulsão estratégica para sistemas navais como o MANSUP.

Próximos passos

Com o acordo assinado, o desenvolvimento seguirá etapas de pesquisa, testes e validação, integrando conhecimento científico e capacidade industrial, para que a propulsão estratégica avance do laboratório para as embarcações operacionais.

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