terça-feira
12 maio

SISMAE, o Sistema Móvel de Água e Energia do IPqM e UFRJ, amplia resposta humanitária da Marinha do Brasil com dessalinização e geração elétrica integrada em campo

Sistema modular, transportável e de uso dual, o SISMAE integra gerador a diesel e dessalinização por membranas, produzindo água potável e energia elétrica em locais remotos

O Instituto de Pesquisas da Marinha, o IPqM, inaugurou no dia 8 de dezembro o Sistema Móvel de Água e Energia, chamado SISMAE, para ampliar a capacidade de resposta da Marinha do Brasil.

Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, e com apoio do Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais, CTecCFN, o projeto une pesquisa e inovação com aplicação prática.

O equipamento foi pensado para operar em áreas remotas, em operações expedicionárias e em cenários de desastre, oferecendo água potável e eletricidade de forma rápida e autônoma, conforme informação divulgada pelo Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM).

Como funciona o SISMAE

O SISMAE integra termicamente um gerador a diesel ao processo de dessalinização por membranas, permitindo a produção simultânea de água potável e energia elétrica em um único sistema.

O desenho é modular e transportável, o que facilita o deslocamento e o emprego em cenários de difícil acesso, com otimização do aproveitamento energético e redução de vulnerabilidades logísticas.

Aplicações militares e apoio humanitário

Autoridades presentes à inauguração destacaram que o SISMAE é adequado para operações anfíbias, respostas rápidas e missões de ajuda humanitária, onde prover energia e água em curto prazo pode salvar vidas.

Em situações de calamidade, a capacidade de restabelecer serviços essenciais e apoiar populações afetadas coloca o SISMAE como ferramenta decisiva para atuação conjunta com outras agências civis.

Impacto estratégico e fortalecimento da Base Industrial de Defesa

O projeto do SISMAE reforça a interação entre centros militares e academia, fortalece a Base Industrial de Defesa e fomenta transferência de conhecimento entre IPqM e UFRJ.

Ao alinhar ciência, tecnologia e necessidades operacionais, o sistema contribui para a autonomia estratégica nacional, reduz dependências externas e posiciona o Brasil como desenvolvedor de soluções sustentáveis para água e energia em contextos críticos.

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