Seminário em Marabá reuniu militares, pesquisadores e alunos, com foco em segurança, preservação ambiental e políticas de desenvolvimento integradas para a Amazônia Oriental
O evento discutiu as demandas estratégicas e as oportunidades para conciliar proteção da floresta com projetos econômicos e presença do Estado na região.
A programação incluiu palestras, debates e a participação ativa de instituições de ensino e centros de pesquisa, com ênfase na produção de conhecimento para orientar políticas públicas.
Conforme informação divulgada pelo Comando Militar da Amazônia Oriental e pela 23ª Brigada de Infantaria de Selva, o I Seminário de Defesa e Desenvolvimento da Amazônia Oriental contou com mais de 500 estudantes e reuniu militares, pesquisadores e especialistas para discutir ações integradas na região.
Evento e público, mobilização e objetivos
Organizado pelo Comando Militar da Amazônia Oriental, em parceria com a 23ª Brigada de Infantaria de Selva, o seminário em Marabá serviu para aproximar Forças Armadas, universidades e sociedade civil.
A presença de estudantes e professores demonstrou o interesse crescente por temas de Defesa Nacional, especialmente voltados para a Amazônia Oriental, incluindo segurança, logística e governança territorial.
ECEME e a produção de conhecimento estratégico
Entre os destaques, a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, a ECEME, esteve representada pelo professor Rubens Duarte, pesquisador do Instituto Meira Mattos, PPGCM/ECEME.
Em sua palestra, intitulada “Desenvolvimento, Sustentabilidade e Defesa Nacional: entre a Sinergia Necessária e a Aparente Incompatibilidade”, o professor apresentou argumentos sobre como políticas de desenvolvimento, preservação ambiental e estratégias de defesa podem atuar de forma complementar na Amazônia Oriental.
A atuação da ECEME reafirma o papel das instituições de ensino militar na formação de oficiais superiores e na produção de pesquisas sobre geopolítica, planejamento estratégico e segurança.
Amazônia Oriental, soberania e políticas públicas integradas
O seminário reforçou que a Defesa Nacional na Amazônia Oriental vai além da ação militar, abrangendo ciência, tecnologia, educação, proteção ambiental e fortalecimento institucional.
Os palestrantes e debatedores defenderam que a presença do Estado, a geração de oportunidades econômicas e a proteção dos recursos naturais são elementos complementares para garantir estabilidade e soberania na região.
Essa abordagem está alinhada aos princípios da Política Nacional de Defesa e da Estratégia Nacional de Defesa, que apontam a Amazônia como área estratégica prioritária para o Brasil.
Impacto e próximos passos
Além das discussões técnicas, o encontro estimulou a formação de novos pesquisadores e ampliou a cooperação entre Forças Armadas e universidades, fomentando a produção de estudos baseados em evidências.
Iniciativas como o seminário em Marabá tendem a fortalecer a chamada cultura de Defesa, aproximando a sociedade das questões estratégicas e contribuindo para a formulação de políticas públicas sustentadas por conhecimento técnico.
Ao promover um debate integrado sobre desenvolvimento e sustentabilidade, a atividade projetou a Amazônia Oriental como protagonista nas decisões que envolvem soberania, meio ambiente e recursos naturais no Brasil.


