Caso do turista Mark Lensink e investigação da Polícia Civil do Paraná mostram que o uso permanente de coletes salva-vidas pode reduzir mortes em acidentes náuticos, conforme apuração
A queda de uma embarcação turística nas Cataratas do Iguaçu, que resultou na morte do turista holandês Mark Lensink, reacendeu perguntas sobre segurança nos passeios aquáticos.
Relatos de sobreviventes e a investigação policial apontam dificuldades no uso de equipamentos de salvatagem e dúvidas sobre orientações passadas pela equipe da embarcação.
As apurações têm reforçado a tese de que o uso permanente de coletes salva-vidas durante a navegação pode ser decisivo para evitar desfechos trágicos, conforme informação divulgada pela Polícia Civil do Paraná.
O acidente e as falhas apontadas
Segundo depoimentos de sobreviventes à Polícia Civil, o barco foi atingido por uma onda lateral, virou rapidamente e alguns ocupantes relataram dificuldades com o uso dos coletes salva-vidas durante a emergência.
De acordo com a investigação, o jovem tentou salvar familiares após a embarcação adernar, conseguiu retirar a cunhada da água e ainda pediu socorro para a noiva antes de desaparecer.
O turista morreu em decorrência de afogamento, e a Polícia Civil do Paraná informou que apura possíveis falhas nos protocolos de segurança e avalia o indiciamento dos responsáveis pela operação da embarcação.
Experiência de Alagoas que inspira mudança
Em Alagoas, a Capitania dos Portos de Alagoas passou a recomendar que operadores de embarcações mantenham os passageiros utilizando o colete salva-vidas durante todo o deslocamento entre a praia e as piscinas naturais, e não apenas quando a embarcação estiver fundeada ou em situações específicas.
A medida reduz o tempo de resposta em casos de incidentes inesperados e elimina a necessidade de procurar o equipamento no momento da emergência, aumentando as chances de sobrevivência.
Por que o uso permanente de coletes salva-vidas salva vidas
Especialistas em segurança da navegação ressaltam que acidentes desse tipo costumam ocorrer de forma repentina, deixando pouco ou nenhum tempo para que os ocupantes procurem e vistam um colete salva-vidas após o início da emergência.
Manter o uso permanente de coletes salva-vidas entre os passageiros reduz erros humanos, acelera resgates e é uma barreira simples e eficaz contra o afogamento em situações de capotagem.
O que deve mudar em protocolos e na prática
A apuração do caso nas Cataratas aponta pontos que podem ser melhorados, como instruções claras antes da navegação, checagem prévia dos equipamentos de salvatagem e treinamento da equipe para emergências.
Mais do que regras, especialistas e autoridades marítimas destacam que a cultura preventiva, com fiscalização e comunicação direta aos turistas, é essencial para que o uso permanente de coletes salva-vidas seja adotado sem gerar resistência.
Em última instância, a adoção rotineira do colete, aliada a procedimentos rígidos, pode transformar recomendações em prática comum, reduzindo o risco de novas tragédias em destinos turísticos aquáticos.


