No Summit Mulheres nas Profissões 2026, Major Gabriela Rocha compartilhou sua trajetória de mais de 21 anos e debateu a importância da liderança feminina nas carreiras militares
A Major Gabriela Rocha Bernardes representou o Exército Brasileiro na primeira edição do Summit Mulheres nas Profissões 2026, realizada no dia 5 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo.
No painel sobre liderança feminina nas carreiras militares, a oficial falou sobre sua trajetória profissional em comunicação e relações com a mídia, com mais de 21 anos de experiência.
O debate também abordou a inserção das mulheres em espaços de decisão e a perspectiva de gênero nas agendas de paz e segurança, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Trajetória e experiência da Major Gabriela Rocha
A participação da Major Gabriela levou ao público a perspectiva de uma oficial do Exército sobre carreira, liderança e os desafios relacionados à presença feminina nas instituições militares.
Com mais de duas décadas de atuação em gestão de comunicação e relacionamento com a mídia, ela apresentou reflexões e aprendizados construídos ao longo da carreira, aproximando a sociedade civil de uma realidade profissional em transformação.
Painel reuniu representantes das Forças Armadas e da segurança pública
O debate sobre liderança feminina nas carreiras militares contou com representantes de instituições diversas, ampliando a visão sobre caminhos e obstáculos para mulheres em ambientes de defesa e segurança.
Além da Major Gabriela, participaram a Brigadeiro-Médica Carla Regina Marchon, representando o Ministério da Defesa, a Contra-Almirante Mônica Medeiros Luna e a Tenente-Coronel Vania Juliano, da Polícia Militar do Rio de Janeiro.
A composição do painel evidenciou trajetórias profissionais femininas vinculadas às áreas de Defesa e segurança, mostrando a ampliação da presença feminina nesses espaços.
Como evoluiu a presença feminina no Exército Brasileiro
Segundo o material institucional citado pela fonte, a presença feminina no Exército remete historicamente a Maria Quitéria, em 1823, e ganhou marcos importantes nas últimas décadas.
Em 1992, ocorreram os primeiros ingressos de mulheres no Quadro Complementar de Oficiais, e a partir de 1997 mulheres passaram a se formar em Engenharia e Medicina, ampliando as possibilidades de atuação na Força Terrestre.
2026 marca novos marcos para as mulheres no Exército
O ano de 2026 foi citado como histórico para o Exército Brasileiro, com dois acontecimentos destacados pelo material institucional, conforme a fonte.
O primeiro foi a incorporação das primeiras mulheres soldados nas fileiras da Força, o segundo foi a ascensão da primeira mulher ao posto de General, Cláudia Lima Gusmão Cacho.
O Exército afirma assegurar isonomia e equidade de direitos, permitindo que as mulheres estejam em todos os postos e graduações, como parte do processo de consolidação da presença feminina na instituição.
Para o público e para as Forças, a participação em eventos civis como o Summit representa uma oportunidade de interlocução, trazendo para o debate questões sobre carreira, inclusão e a presença feminina nas instâncias de decisão.


