Navio revitalizado no Reino Unido, ex-HMS Bulwark, terá convés doca, convés de voo e autonomia para missões de socorro, transporte de tropas e sustentação logística prolongada
O NDM Oiapoque chega para reforçar a capacidade do Estado em responder a emergências pelo mar, oferecendo meios para atuar onde as vias terrestres falham.
A embarcação foi adquirida da Marinha britânica e está em processo de revitalização no Reino Unido, com adaptação para as necessidades operacionais brasileiras.
Segundo as informações recebidas, a chegada do navio deve transformar o apoio em desastres naturais e operações de socorro, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil
Resposta mais rápida e organizada em desastres
O navio permitirá o transporte de grandes volumes de mantimentos e equipamentos, além de tropas especializadas, alcançando áreas isoladas por enchentes ou deslizamentos.
Em trechos onde estradas e pontes são comprometidas, a presença de um meio com essa capacidade reduz prazos de atendimento e facilita a logística de distribuição.
Conforme a fonte, o NDM Oiapoque “será o segundo maior navio de guerra da Marinha do Brasil, atrás apenas do Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico”, o que amplia a projeção do Estado em operações de socorro.
Capacidades únicas para missões humanitárias
Concebido como multipropósito, o navio reúne grande capacidade de carga, transporte simultâneo de pessoal, viaturas e equipamentos, e a possibilidade de embarcar hospitais de campanha.
O convés doca permite operar embarcações menores, essenciais para levar socorro diretamente à costa ou a áreas alagadas, e o convés de voo suporta helicópteros de grande porte.
Essas características oferecem capacidade logística para missões prolongadas, com autonomia para sustentar pessoal e meios em operações nacionais e internacionais.
Defesa, dissuasão e preparo da tripulação
Além do emprego humanitário, o navio reforça a dissuasão e a soberania marítima, com capacidade para transportar tropas do Corpo de Fuzileiros Navais e operar em conjuntos navais.
A tripulação passa por um “treinamento de cerca de um ano no Reino Unido”, com foco em sistemas como geração de energia de alta tensão, propulsão elétrica e comando e controle moderno.
Para o futuro comandante, Capitão de Fragata Antonio de Barcellos Neto, o objetivo é formar uma equipe coesa, tecnicamente preparada e motivada, capaz de entregar um navio apto a cumprir missões humanitárias, diplomáticas e de defesa.
Impacto esperado e próximos passos
Ao ser incorporado à Esquadra, o NDM Oiapoque promete reduzir o tempo de resposta do Estado em calamidades, expandir a capacidade de evacuação médica e ampliar o apoio logístico a populações isoladas.
A revitalização no Reino Unido avançará até a entrega, seguida por treinamentos finais e integração com unidades brasileiras, para que o navio esteja operacional em missões de socorro e defesa.


