terça-feira
12 maio

NDM Oiapoque: navio multipropósito amplia capacidade humanitária da Marinha do Brasil e acelera resposta a enchentes, evacuações e operações logísticas pelo litoral

Navio revitalizado no Reino Unido, ex-HMS Bulwark, terá convés doca, convés de voo e autonomia para missões de socorro, transporte de tropas e sustentação logística prolongada

O NDM Oiapoque chega para reforçar a capacidade do Estado em responder a emergências pelo mar, oferecendo meios para atuar onde as vias terrestres falham.

A embarcação foi adquirida da Marinha britânica e está em processo de revitalização no Reino Unido, com adaptação para as necessidades operacionais brasileiras.

Segundo as informações recebidas, a chegada do navio deve transformar o apoio em desastres naturais e operações de socorro, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil

Resposta mais rápida e organizada em desastres

O navio permitirá o transporte de grandes volumes de mantimentos e equipamentos, além de tropas especializadas, alcançando áreas isoladas por enchentes ou deslizamentos.

Em trechos onde estradas e pontes são comprometidas, a presença de um meio com essa capacidade reduz prazos de atendimento e facilita a logística de distribuição.

Conforme a fonte, o NDM Oiapoque “será o segundo maior navio de guerra da Marinha do Brasil, atrás apenas do Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico”, o que amplia a projeção do Estado em operações de socorro.

Capacidades únicas para missões humanitárias

Concebido como multipropósito, o navio reúne grande capacidade de carga, transporte simultâneo de pessoal, viaturas e equipamentos, e a possibilidade de embarcar hospitais de campanha.

O convés doca permite operar embarcações menores, essenciais para levar socorro diretamente à costa ou a áreas alagadas, e o convés de voo suporta helicópteros de grande porte.

Essas características oferecem capacidade logística para missões prolongadas, com autonomia para sustentar pessoal e meios em operações nacionais e internacionais.

Defesa, dissuasão e preparo da tripulação

Além do emprego humanitário, o navio reforça a dissuasão e a soberania marítima, com capacidade para transportar tropas do Corpo de Fuzileiros Navais e operar em conjuntos navais.

A tripulação passa por um “treinamento de cerca de um ano no Reino Unido”, com foco em sistemas como geração de energia de alta tensão, propulsão elétrica e comando e controle moderno.

Para o futuro comandante, Capitão de Fragata Antonio de Barcellos Neto, o objetivo é formar uma equipe coesa, tecnicamente preparada e motivada, capaz de entregar um navio apto a cumprir missões humanitárias, diplomáticas e de defesa.

Impacto esperado e próximos passos

Ao ser incorporado à Esquadra, o NDM Oiapoque promete reduzir o tempo de resposta do Estado em calamidades, expandir a capacidade de evacuação médica e ampliar o apoio logístico a populações isoladas.

A revitalização no Reino Unido avançará até a entrega, seguida por treinamentos finais e integração com unidades brasileiras, para que o navio esteja operacional em missões de socorro e defesa.

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