No Centro de Maceió, o acervo no Forte São João reúne uniformes, armamentos, fotografias e documentos que explicam a atuação de mais de 25 mil brasileiros na campanha da Itália
O visitante que passa pela Praça Olavo Bilac encontra uma fortificação histórica que abriga um acervo dedicado à memória da Segunda Guerra Mundial.
Instalado no Forte São João, o espaço preserva peças, registros e homenagens ligadas à atuação da Força Expedicionária Brasileira, com ênfase nas histórias pessoais dos combatentes.
O museu foi organizado por uma alagoana que serviu como enfermeira na Itália, e permanece pouco conhecido entre moradores e turistas da capital, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Acervo que conta a história da FEB
O espaço reúne uniformes utilizados por militares da Força Expedicionária Brasileira, armamentos e equipamentos da época, além de fotografias e documentos que registram a campanha na Itália.
Há também objetos pessoais e materiais de uso cotidiano, que permitem ao visitante compreender o cotidiano de quem serviu naquele teatro de operações, e entender a contribuição do Brasil ao esforço aliado.
O papel de Elza Cansanção Medeiros na preservação da memória
Uma das figuras centrais para a existência do museu é a major enfermeira Elza Cansanção Medeiros, alagoana que participou como voluntária na campanha italiana.
Além de atuar como enfermeira militar, Elza dedicou-se à organização do acervo que virou museu, reunindo documentos e peças históricas que hoje compõem a coleção permanente, e dando visibilidade à participação feminina nas Forças Armadas brasileiras.
Forte São João, patrimônio histórico e cenário do museu
O museu funciona dentro de uma das fortificações mais tradicionais de Maceió, localizada na Praça Olavo Bilac, nº 33, no Centro.
A presença do acervo em um prédio histórico torna a visita relevante para quem se interessa por patrimônio, cultura e história militar, mesmo que muitos passem pelo local sem saber do seu conteúdo.
Por que o museu ainda é pouco conhecido e como visitar
Embora exista desde 1996, o museu permanece discreto no roteiro turístico da cidade, e atende estudantes, pesquisadores, militares e interessados em história que procuram o Forte São João.
Para quem mora em Maceió ou visita a capital, a instituição representa uma oportunidade singular de conhecer a trajetória da Força Expedicionária Brasileira, incluindo a participação de mais de 25 mil brasileiros enviados ao teatro de operações na Itália, e de valorizar um capítulo importante da memória nacional.


