First splash do Suppressor 7 abre nova etapa de validação, com navegação remota ou autônoma, sensores LIDAR e sonar, e uso previsto em defesa, offshore e monitoramento ambiental
O programa Suppressor avançou para uma nova fase com o primeiro contato com a água do Suppressor 7, marcando o início de testes que vão além do simples lançamento de um casco.
O evento, conhecido como first splash, não representa entrada em serviço operacional, mas permite que a embarcação comece a passar por ensaios e validações essenciais para avaliar desempenho e integração de sistemas.
As informações oficiais destacam o caráter multipropósito da plataforma, e apontam para aplicações tanto na Defesa quanto em atividades civis e industriais, conforme informação divulgada pela EMGEPRON e pela Tidewise.
Projeto, dimensões e sensores
A ficha técnica publicada pela EMGEPRON descreve parâmetros que ajudam a entender a capacidade do projeto, por exemplo, a afirmação, O modelo possui 7 metros de comprimento, 2,5 metros de boca e deslocamento de 5 toneladas, com velocidade máxima informada de 24 nós, que indica as limites físicos e operacionais da plataforma.
Também segundo a documentação, O conjunto de sensores previsto inclui radar de navegação, LIDAR 3D, câmera PTZ e sonar multifeixe de casco, além da previsão de trajetos e levantamentos pré-programados com obtenção de dados georreferenciados, recursos que ampliam a versatilidade do veículo.
Família Suppressor e arquitetura do sistema
A Tidewise informa que o projeto prevê dois veículos de superfície não tripulados, com modelos de 7 e 11 metros, integrados a uma central móvel de controle instalada em contêiner de 20 pés, proposta que busca formar uma solução voltada ao monitoramento estratégico de águas costeiras.
Essa configuração evidencia que a embarcação funciona como parte de um sistema, em que casco, navegação, sensores, comunicações, controle e processamento de dados são integrados, e onde a automação convive com a possibilidade de controle remoto.
Autonomia, emprego operacional e guerra de minas
No ambiente naval, autonomia não significa independência total, existem diferentes graus de automação, e a própria ficha técnica prevê navegação remota/autônoma, o que posiciona o Suppressor 7 como uma plataforma capaz de executar deslocamentos e tarefas automatizadas com supervisão humana quando necessário.
Entre as missões previstas, a guerra antiminagem se destaca, porque a presença de veículos não tripulados reduz a exposição humana em ambientes perigosos, e a Tidewise informa que a família foi concebida para trabalhar com equipamentos destinados a missões dessa natureza.
Impacto industrial e parceria institucional
A EMGEPRON atua como elo entre a Marinha e a indústria, gerenciando projetos e unindo capacidade institucional ao conhecimento privado, enquanto a Tidewise traz experiência em veículos não tripulados e no sistema WiseControl, destinado à autonomização de embarcações.
O caráter dual do programa, com aplicações civis como inspeções offshore, levantamento hidrográfico e monitoramento ambiental, amplia as chances de mercado e justifica investimentos, diante da extensa costa brasileira e das demandas por vigilância e proteção de infraestruturas no mar.
Testes práticos e demonstrações anteriores também apoiam o desenvolvimento, por exemplo, em outubro de 2023, durante a Operação MINEX, a Tidewise empregou com a EMGEPRON o demonstrador Suppressor X em atividades envolvendo sistemas marítimos não tripulados para contramedidas de minagem, experiência que contribui para a base tecnológica do programa.


