terça-feira
12 maio

Exército Brasileiro amplia uso de simuladores militares para Pantera, Fennec e Guarani, integra LVC, reduz custos e fortalece indústria nacional com Oniria e AEL Sistemas

Simuladores militares permitem treinos de aviação, blindados e apoio de fogo com alto realismo, maior segurança e economia, acelerando prontidão e modernização das forças

O Exército Brasileiro tem ampliado o uso de simuladores militares para qualificar suas unidades em um cenário operacional cada vez mais tecnológico, visando treinos repetidos sem riscos elevados.

Plataformas destinadas à aviação e ao ambiente terrestre permitem treinar procedimentos críticos, coordenação entre armas e tomada de decisão sob pressão, garantindo maior realismo operacional.

Esses exercícios virtuais reduzem custos com combustível, munição e manutenção, aceleram ciclos de formação e fortalecem a indústria nacional de defesa, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.

Evolução técnica do treinamento com simuladores

O emprego de simuladores de alta fidelidade representa um avanço na doutrina de instrução da Força Terrestre. Na aviação do Exército, há plataformas para os helicópteros Pantera e Fennec, que permitem treinar procedimentos de emergência, panes críticas, voo tático e operações em ambientes degradados, cenários impraticáveis de repetir com meios reais sem riscos elevados.

No ambiente terrestre, sistemas como o simulador do blindado Guarani, o Steel Beasts e o SIMAF possibilitam o adestramento integrado de comandantes, motoristas, atiradores e observadores avançados. Esses simuladores reproduzem variáveis como balística, comunicações e coordenação entre armas.

Integração LVC e ganho de complexidade operacional

A integração entre simulação viva, virtual e construtiva, conhecida como LVC, amplia a complexidade dos exercícios, permitindo que diferentes unidades treinem de forma conjunta, mesmo quando fisicamente separadas. Essa capacidade está alinhada às melhores práticas das forças mais avançadas do mundo.

Com a LVC, cenários multidomínio e interoperabilidade são testados sem mobilizar grandes recursos materiais, o que aumenta o ritmo de preparação e a capacidade de resposta a ameaças contemporâneas.

Segurança, economia e sustentabilidade operacional

Um impacto direto da simulação está na segurança do treinamento. A repetição de cenários críticos em ambiente virtual reduz a ocorrência de acidentes, preserva vidas e transforma o erro em ferramenta pedagógica, e não em risco operacional.

Do ponto de vista orçamentário, o uso intensivo dos simuladores militares reduz despesas com combustível, manutenção, munição real e desgaste de aeronaves e viaturas, mantendo o nível de prontidão mesmo em contexto de restrições fiscais.

Indústria nacional, inovação e autonomia estratégica

A expansão do uso de simuladores também reforça a Base Industrial de Defesa. Empresas brasileiras como a Oniria e a AEL Sistemas têm papel central no desenvolvimento e integração dessas tecnologias, reduzindo a dependência externa.

Ao priorizar a simulação, o Exército Brasileiro consolida um modelo de preparo seguro, econômico e eficaz, alinhado ao conceito de conflitos multidomínio, nos quais informação, tecnologia e rapidez de decisão são tão decisivos quanto o poder de fogo.

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