sábado
28 março

Marinha e Taurus selam cooperação para desenvolver e homologar armamentos nacionais após polêmica com compra de 140 fuzis, foco na Base Industrial de Defesa

Marinha e Taurus firmam memorando para pesquisa, padronização e tecnologia em calibres 9 mm, 5,56 mm, 7,62 mm e .50, visando fortalecer a BID e reduzir dependência externa

Acordo entre a Marinha e Taurus prevê cooperação técnica para desenvolvimento e homologação de armamentos, com potencial uso nas Forças Armadas e nas forças policiais.

O entendimento surge depois de uma controvérsia sobre a compra, por dispensa de licitação, de 140 fuzis importados, e busca priorizar soluções industriais nacionais.

As tratativas foram formalizadas em reuniões técnicas entre a fabricante e o Corpo de Fuzileiros Navais, e resultaram na elaboração de um memorando de entendimento, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

A polêmica da compra e a justificativa legal

A aquisição dos 140 fuzis da fabricante americana Colt’s Manufacturing Company ocorreu por dispensa de licitação, amparada pela Lei nº 14.133/2021, que permite compras para manter a padronização logística de equipamentos já em uso.

A Marinha esclareceu que a compra não significou adoção de um novo sistema de armas, e sim o recompletamento de um acervo já padronizado há mais de 25 anos, objetivo que justificou a contratação sem licitação.

O episódio ganhou atenção após críticas públicas da Taurus e alertas do TCU, que recomendou desestimular compras no exterior quando houver produto nacional equivalente, citando riscos à indústria nacional.

Capacidade industrial da Taurus e debate sobre soberania

A Taurus destacou que o fuzil T4 calibre 5,56 mm é produzido no Brasil, em São Leopoldo, e que já foram fabricadas cerca de 100 mil unidades desde 2017, com adoção por forças de segurança e exportações para a África e a Ásia.

A empresa argumentou que importar armas enquanto produtos brasileiros enfrentam tarifas elevadas no exterior fragiliza a autonomia estratégica, o conteúdo local e a Base Industrial de Defesa.

O acordo e os impactos esperados

Após esclarecimentos técnicos, a parceria entre Marinha e Taurus prevê cooperação em calibres 9 mm, 5,56 mm, 7,62 mm e .50, com foco em desenvolvimento, testes e homologação de novos projetos.

O desfecho indica mudança de postura institucional, com possibilidade de privilegiar soluções nacionais em projetos futuros, contribuindo para a autonomia tecnológica, geração de empregos qualificados e fortalecimento da BID.

Nos siga nas redes sociais

Últimas Notícias

- Advertisement - spot_imgspot_img

Notícias Relacionadas

Curso de Operações na Selva reúne 83 militares em...

Treinamento de cerca de 10 semanas no Centro de Instrução de Guerra na Selva foca sobrevivência, patrulhamento,...

Ministério da Defesa fomenta rede nacional de monitoramento de...

Rede nacional de monitoramento de cenários une plataformas digitais, análise multicritério e participação civil e militar para...

Exército Brasileiro fortalece capacidade em saúde operacional no Exercício...

Durante o Exercício Cooperación XI na Base Aérea de Campo Grande, o Exército Brasileiro ampliou a preparação...

Exército Brasileiro forma 19 novos militares especializados em saúde...

Em Maceió, a 1ª fase do Estágio de Adaptação e Serviço formou militares para atuar em saúde...

Marinha Mercante: Marinha do Brasil e Sindmar debatem ampliação...

Diálogo estratégico visa alinhar formação, regulação e planejamento de longo prazo, com ênfase em ampliar vagas, atualizar...

Capitania dos Portos de Sergipe promove palestra sobre liderança...

Palestra ressaltou avanços da liderança feminina, debate sobre políticas públicas com Deputada Katarina Feitoza e secretária Georlize...