quarta-feira
4 fevereiro

Portugal recebe primeiros A-29N Super Tucano da Embraer, variante com padrão NATO que amplia capacidades da Força Aérea Portuguesa e integração com aliados

Entrega de cinco aeronaves marca início da incorporação do A-29N na Força Aérea Portuguesa, parte de um lote de 12 e com potencial industrial em solo nacional

A Força Aérea Portuguesa passou a operar a nova variante A-29N Super Tucano, recebendo as primeiras cinco unidades entregues pela Embraer.

A cerimônia ocorreu nas instalações da OGMA, em Alverca, e representa um passo importante na modernização da aviação de combate leve e no treinamento avançado de pilotos.

A aquisição integra um lote total de 12 aeronaves e amplia a capacidade de apoio aéreo, treinamento e combate a sistemas aéreos não tripulados, conforme informação divulgada pela Embraer.

Entrega e prazo de contrato

“A Embraer entregou, em 17 de dezembro, os cinco primeiros A-29N Super Tucano à Força Aérea Portuguesa (FAP), durante cerimônia realizada nas instalações da OGMA, em Alverca.”

O envio das aeronaves ocorreu, segundo a fabricante, “um ano e um dia após a assinatura do contrato”, o que evidencia a velocidade de resposta da Embraer às demandas operacionais.

Capacidades operacionais do A-29N

O novo A-29N Super Tucano amplia o espectro de missões da Força Aérea Portuguesa, incluindo apoio aéreo aproximado, treinamento avançado e operações conjuntas com a NATO.

A aeronave também será empregada em missões de counter-UAS, uma preocupação crescente na Europa diante de ameaças de drones de baixo custo.

Padrão NATO e interoperabilidade

A versão entregue foi configurada para atender aos requisitos operacionais da NATO, aumentando a interoperabilidade com outras forças aliadas, comunicações seguras e emprego integrado em missões combinadas.

Para Portugal, operar a primeira versão do Super Tucano com padrão NATO traz vantagem estratégica, com integração plena em exercícios e operações conjuntas.

Impacto industrial e posição da Embraer

Durante a cerimônia, a Embraer e o Estado Português assinaram uma Carta de Interesse para avaliar a instalação de uma linha de montagem final do A-29N em Portugal, com o objetivo de atender demandas europeias por meio de acordos governo a governo.

Segundo a fonte, o A-29 já acumula “mais de 600 mil horas de voo acumuladas e adoção por 22 forças aéreas ao redor do mundo”, consolidando-se como líder em sua categoria.

A possível produção local reforça a cooperação entre Portugal e a Embraer, ampliando o papel do país como hub industrial para uma plataforma que combina robustez, aviónicos modernos e alta disponibilidade.

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