SecNSNQ e ARN deram início à fase prática do Memorando de Entendimento, elaborando um Plano de Trabalho para padronizar procedimentos, monitoramento e proteção em operações marítimas com tecnologia nuclear
Brasil e Argentina deram um passo decisivo na cooperação em segurança nuclear naval, ao realizarem uma reunião virtual entre a Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade, SecNSNQ, e a Autoridad Regulatoria Nuclear, ARN, no dia 12 de janeiro.
A reunião marcou o início da fase prática do acordo, com foco na elaboração conjunta do Plano de Trabalho que orientará prioridades, prazos e responsabilidades entre os órgãos reguladores.
O objetivo é transformar o compromisso formal em ações concretas, promovendo intercâmbio técnico e maior previsibilidade regulatória, conforme informação divulgada pela SecNSNQ e pela ARN.
Do Memorando à implementação prática
O encontro teve como meta principal começar a construção do Plano de Trabalho, instrumento que definirá metas e indicadores para a cooperação técnica.
Ao estruturar as atividades de maneira planejada, SecNSNQ e ARN buscam assegurar resultados mensuráveis e alinhados às melhores práticas internacionais em segurança nuclear naval.
Pontos centrais da agenda técnica
Na pauta proposta pela SecNSNQ, destacaram-se temas como os procedimentos técnicos para visitas de navios estrangeiros com propulsão nuclear a portos nacionais, assunto que exige padronização e transparência.
Foram também discutidos o alinhamento com iniciativas da AIEA e da IMO, o monitoramento radioambiental marítimo, e a proteção radiológica em embarcações com plantas nucleares embarcadas.
Esses eixos visam elevar a interoperabilidade regulatória e facilitar o intercâmbio de conhecimento entre especialistas dos dois países.
Impacto regional e próximos passos
A continuidade da cooperação consolida um modelo regional de confiança mútua entre Brasil e Argentina em matéria de segurança nuclear naval, fortalecendo a credibilidade internacional dos dois países.
Avançar da assinatura do acordo para a implementação efetiva de ações contribui para a estabilidade do Atlântico Sul e projeta o Brasil como referência técnico-regulatória no tema.
Os próximos passos incluem a finalização do Plano de Trabalho, a definição de cronogramas e a execução de intercâmbios técnicos, inspeções conjuntas e programas de monitoramento, visando garantir segurança, transparência e conformidade com normas internacionais.
Participe no dia a dia do Defesa em Foco, dê sugestões de matérias ou nos comunique de erros pelo WhatsApp 21 99459-4395.


