CEFAN na OPERANTAR 44, atuação que destaca pesquisas de desempenho humano em frio extremo, isolamento e recursos limitados, com apoio do LABOCE e parceria MEDIANTAR-UFBA
A presença da Marinha do Brasil na OPERANTAR 44 contou com a participação do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes, o CEFAN, em atividades científicas no continente antártico.
Pesquisadores do laboratório do CEFAN, o LABOCE, avaliaram respostas fisiológicas, físicas e psicológicas de militares e cientistas submetidos a frio intenso e isolamento prolongado.
Esses estudos geram dados para melhorar a preparação operacional da Marinha e a capacidade de atuação em cenários extremos, com impacto em missões navais e ajuda humanitária, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Pesquisa científica e desempenho humano em ambiente extremo
Na Antártica, considerada um dos laboratórios naturais mais desafiadores do planeta, o foco do LABOCE foi medir como o corpo e a mente reagem a condições severas, incluindo exposição ao frio, privação de estímulos e logística reduzida.
Os resultados permitem ajustar treinamentos, equipamentos e protocolos médicos, aumentando a resistência e segurança das equipes, com reflexos diretos em operações no Atlântico Sul e em zonas de crise.
Integração militar-acadêmica e formação de recursos
O grupo MEDIANTAR exemplifica a cooperação entre Forças Armadas e universidade, integrando a expertise operacional do CEFAN à capacidade científica da UFBA, ampliando a produção de conhecimento aplicado.
Além da pesquisa, a iniciativa contribui para a formação de pessoal especializado em ambientes ICE, fortalecendo competências técnicas e alinhamento com as melhores práticas internacionais de ciência polar.
Importância geopolítica da presença brasileira na Antártica
A participação na OPERANTAR 44 reafirma o compromisso do Brasil com o Sistema do Tratado da Antártica e assegura presença contínua e relevância política no continente, integrando ciência, defesa e soberania.
Ao investir em pesquisa científica de caráter militar, a Marinha consolida seu papel estratégico no Atlântico Sul, demonstrando que conhecimento científico é instrumento de projeção internacional e de proteção de interesses nacionais.
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