ComOpNav, cargo assumido em 9 de janeiro de 2026, coloca o Almirante Eduardo Vazquez à frente do emprego da Força Naval e do preparo da Esquadra em cenário marítimo tenso
O Almirante de Esquadra Eduardo Machado Vazquez assumiu, em 9 de janeiro de 2026, o comando das operações navais do país, em ato formalizado por Decreto Presidencial.
A nomeação coloca no centro da operação a necessidade de preparo e prontidão da Marinha do Brasil, diante de um contexto internacional marcado por instabilidade e disputas no domínio marítimo.
O novo titular do ComOpNav traz uma carreira com forte presença operacional, experiência estratégica e atuação internacional, qualidades que prometem influenciar as prioridades da Força Naval, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Trajetória operacional, do Amazonas ao Atlântico
Formado pela Escola Naval em 1987, o Almirante construiu a carreira embarcado, iniciando na Fragata Defensora e consolidando-se como Oficial de Superfície e Navegação.
Foi integrante da primeira tripulação do Navio de Desembarque de Carros de Combate Mattoso Maia, marco da modernização anfíbia, e comandou meios fluviais na Amazônia, incluindo o Navio-Patrulha Piratini e o Navio-Patrulha Fluvial Raposo Tavares.
Essas experiências lhe deram profundo conhecimento do Rio Amazonas e da chamada Amazônia Azul interior, área considerada vital para a soberania nacional e o controle de fronteiras.
Experiência estratégica e liderança multinacional
Vazquez também atuou em planejamento, logística e gestão estratégica, com passagem pela Comissão Naval do Brasil em Londres e funções no Estado-Maior da Armada.
Em missão no exterior, destacou-se como Comandante da Força-Tarefa Marítima da UNIFIL, no Líbano, liderando navios de diversas marinhas sob mandato da ONU, papel que projetou a atuação brasileira no cenário global.
Do Estado-Maior ao alto comando
Antes de assumir o ComOpNav, o Almirante ocupou cargos de confiança no alto comando, entre eles Chefe do Gabinete do Comandante da Marinha, Comandante do 1º Distrito Naval e, mais recentemente, Secretário-Geral da Marinha.
Nessas posições, esteve envolvido com decisões estratégicas, políticas e administrativas, incluindo a Subchefia de Orçamento e Plano Diretor, área sensível para a gestão dos recursos da Força Naval.
Desafios e prioridades à frente do ComOpNav
Na nova função, o Comandante de Operações Navais será responsável pelo emprego da Força Naval e pelo preparo da Esquadra, tarefas que exigem foco na prontidão e na interoperabilidade entre meios.
Especialistas e observadores devem acompanhar como o comando de Vazquez vai priorizar patrulha do litoral, defesa de áreas estratégicas e participação em operações multinacionais, temas centrais para a segurança marítima do Brasil.


