Operação Catrimani II interditou acessos a bases aéreas do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, reduzindo o fluxo de pessoas, combustível e insumos usados na mineração
A ação destruiu uma pista clandestina dentro da Terra Indígena Yanomami, atingindo diretamente a logística aérea que abastecia o garimpo.
A medida busca dificultar pousos e abastecimentos, e enfraquecer a permanência de criminosos ambientais na região.
O emprego de meios aéreos e explosivos visou impedir a reutilização imediata da pista e aumentar a segurança das comunidades indígenas.
conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Operação e interdição
Segundo a operação, “a ação, realizada no dia 14 de janeiro,” resultou na “interdição total da pista clandestina, após vasculhamento e inutilização com 400 kg de explosivos, distribuídos em oito pontos de detonação.”
O emprego coordenado envolveu tropas em solo e apoio aéreo, com destaque para o uso do helicóptero H-60L Black Hawk, aumentando a mobilidade e a precisão da ação.
Impacto ambiental e proteção das comunidades indígenas
A pista era, segundo a operação, essencial para o fluxo de pessoas, combustível, maquinário e insumos utilizados na mineração ilegal, portanto a interdição causa prejuízo direto à atividade criminosa.
Ao neutralizar essa via logística, a ação impede “pousos e decolagens de aeronaves de pequeno porte e helicópteros usados pelo garimpo ilegal,” reduzindo a capacidade de permanência e expansão dentro da terra indígena.
Com a interrupção das rotas aéreas, espera-se mitigação dos impactos sobre rios, floresta e saúde das comunidades Yanomami, frequentemente afetadas por degradação ambiental.
Dimensão estratégica e efeito dissuasório
A Operação Catrimani II adota uma lógica de pressão contínua sobre rotas logísticas ilegais, com interdições e presença estatal, elevando o custo operacional do garimpo.
O emprego conjunto das Forças Armadas potencializa o controle territorial e amplia a eficácia das ações repressivas, gerando efeito dissuasório contra a retomada das atividades criminosas.
Ao atingir infraestrutura crítica do garimpo, a operação reforça a presença do Estado em áreas sensíveis da Amazônia, buscando proteger populações indígenas e recursos naturais.


