Na Operação Orion, entre 2 de fevereiro e 4 de março, 16 militares brasileiros embarcam no PHA Mistral para adestramentos, operações anfíbias e integração com forças da OTAN
A participação brasileira busca aprimorar a capacidade de atuação em cenários complexos, além de elevar a prontidão para conflitos de alta intensidade.
O intercâmbio combina exercícios embarcados e ações em terra, com integração de meios navais, aeronavais e tropas terrestres.
O envio reforça laços com parceiros europeus e amplia a interoperabilidade com forças aliadas, com foco em doutrinas modernas e técnicas operacionais, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Treinamento operacional e cenários de alta intensidade
A Operação ‘Orion’ tem como foco a preparação das forças participantes para conflitos de alta intensidade, testando capacidades de projeção de poder, comando e controle, logística expedicionária e operações anfíbias em ambientes simulados.
Os exercícios incluem ensaios embarcados e atividades em terra, buscando reproduzir condições adversas e coordenar diferentes meios para missões complexas.
Interoperabilidade e cooperação internacional
A participação brasileira reforça a parceria estratégica com a Marinha da França e dá continuidade à cooperação iniciada em exercícios anteriores, como a Operação ‘Catamaran’, realizada em 2025.
Na edição anterior, tropas atuaram ao lado de forças da França, Espanha, Estados Unidos e Itália, e a Operação ‘Orion’ amplia a interoperabilidade com forças da OTAN, fortalecendo confiança mútua e reconhecimento internacional do Corpo de Fuzileiros Navais.
Preparação da tropa e vocação expedicionária
O contingente brasileiro é composto por 16 militares, sendo três Oficiais e treze Praças, que passaram por adestramentos específicos e seleção de equipamentos adequados a baixas temperaturas, entre 3°C e 9°C.
A agenda prevê, na fase inicial, o embarque no navio francês Porta-Helicópteros Anfíbio (PHA) ‘Mistral’, com adestramentos e ensaios embarcados, seguidos por ações em terra.
A experiência consolida a vocação expedicionária dos Fuzileiros Navais e reforça a inserção estratégica do Brasil no cenário internacional de defesa, ampliando a capacidade de atuação em missões multinacionais complexas.


