A presença feminina no Exército Brasileiro deixou de ser exceção, com mulheres em funções operacionais, técnicas e de comando, fortalecendo a interação entre Força e sociedade
A inclusão da mulher nas fileiras militares evoluiu de papel restrito à saúde para ocupação de postos operacionais e de comando, com efeitos diretos na capacidade e imagem institucional.
O movimento melhora a diversidade interna, amplia o diálogo com a sociedade e torna o serviço militar mais atrativo para novas gerações que buscam carreira por mérito e vocação.
Os dados e relatos sobre essa transformação foram divulgados por veículos especializados e por fontes institucionais, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Evolução histórica e técnica
A participação feminina nas Forças Terrestres tem raízes na Segunda Guerra Mundial, quando enfermeiras brasileiras acompanharam a Força Expedicionária Brasileira em solo europeu, abrindo caminho para novas funções.
A partir da década de 1980, o ingresso foi ampliado a quadros técnicos e administrativos, e nas últimas décadas mulheres passaram a ocupar cargos operacionais, logísticos e de comando, sujeitas aos mesmos critérios de formação e disciplina que os homens.
Impactos sociais e integração com a sociedade
A maior presença feminina fortalece a legitimidade social do Exército e aproxima a instituição da sociedade que protege, porque reflete mudanças culturais e expectativas por diversidade e profissionalismo.
Com mulheres em diferentes funções, o ambiente organizacional ganha novas perspectivas, e o Exército amplia sua capacidade de engajar jovens, sobretudo aqueles que veem o serviço militar como projeto de vida.
Serviço voluntário e formação profissional
O alistamento voluntário feminino é apontado como avanço estratégico, porque atrai candidatas motivadas pelo desejo de servir, e não pela obrigatoriedade, elevando a qualidade dos quadros.
Programas de ingresso incluem estágios e tropa técnica para profissionais de saúde, e iniciativas de adaptação que facilitam entrada e atuação temporária em especialidades essenciais.
Em fevereiro, o Batalhão da Guarda Presidencial recebeu 66 aspirantes a oficial, sendo 44 mulheres, simbolizando um novo momento na história do Exército e evidenciando o papel crescente da mulher na sustentação operacional e institucional da Força Terrestre.
O que vem a seguir
O desafio agora é consolidar políticas internas que garantam oportunidades iguais, capacitação contínua e reconhecimento por mérito, para que a presença feminina seja parte estrutural do planejamento estratégico.
Ao reforçar a presença feminina no Exército Brasileiro, a Força Terrestre não apenas amplia seu efetivo qualificado, como também se alinha a valores contemporâneos de diversidade, eficiência e proximidade com a população.


