Visita técnica em 30 de janeiro fortalece a Autoridade Marítima, avalia atualizações nas normas de tráfego e busca padronizar procedimentos nas Eclusas de Tucuruí
A Marinha do Brasil intensificou ações de fiscalização e diálogo técnico nas Eclusas de Tucuruí, no sudeste do Pará, com foco no reforço da segurança da navegação.
A agenda incluiu inspeções nas instalações e reuniões com o consórcio operador, visando adequar rotinas ao aumento do fluxo e ao porte das embarcações.
Os detalhes da visita e das medidas previstas foram divulgados pela Marinha em comunicado oficial, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental.
Inspeções e atualização de normas
Durante a visita técnica foram realizadas inspeções detalhadas nas instalações e realizadas reuniões técnicas com representantes do consórcio responsável pelo sistema.
O foco foi discutir aspectos relacionados à segurança da navegação, aos procedimentos operacionais e à necessidade de adequação das rotinas às novas demandas da hidrovia.
As ações buscam fortalecer a padronização de condutas e a difusão de boas práticas, reduzindo riscos operacionais e ampliando a previsibilidade do tráfego aquaviário.
Estrutura e capacidade das eclusas
O sistema das Eclusas de Tucuruí vence um desnível significativo, descrito como “desnível aproximado de 72 metros” e é composto por “duas eclusas e um canal intermediário de 5,5 quilômetros”.
As dimensões das câmaras foram informadas de forma precisa, “cada eclusa possui câmaras com 210 metros de comprimento, 33 metros de largura e 3,5 metros de calado”, permitindo operações com comboios e embarcações de grande porte.
Essas características tornam as eclusas um ponto estratégico para o transporte seguro de cargas volumosas e comboios, exigindo normas e procedimentos atualizados.
Coordenação civil-militar e comando da comitiva
A comitiva foi chefiada pelo Capitão dos Portos da Amazônia Oriental, Alexandre Batista Pimentel, ressaltando o papel da Marinha como Autoridade Marítima nas águas interiores.
O diálogo direto entre a Autoridade Marítima e o operador das eclusas visa alinhar procedimentos, padronizar condutas e fortalecer a governança da navegação interior.
Mais previsibilidade e normas claras contribuem para a proteção da vida humana no meio aquaviário e para a redução de riscos operacionais.
Impacto logístico para o agronegócio
As Eclusas de Tucuruí são um corredor estratégico para o escoamento do agronegócio, especialmente para grãos e cargas a granel produzidas no interior do País.
Ao garantir padrões elevados de segurança e eficiência, a atuação da Marinha potencializa o uso sustentável da infraestrutura, reduz custos logísticos e aumenta a competitividade das exportações.
Medidas de padronização e inspeção regular podem ampliar os benefícios econômicos e sociais para a região e para o Brasil.
Para mais informações ou sugestões sobre a cobertura, a Marinha disponibilizou canais de contato em suas comunicações oficiais.


