terça-feira
12 maio

Como a formação de Combatente de Montanha reforça a prontidão da Força Terrestre, com EBCM, Guias de Cordada, liderança e interoperabilidade em terrenos íngremes

Treinamento prático em Serra da Piedade e AMAN, técnicas de escalada, navegação, resgate e sobrevivência, garantindo autonomia, segurança da tropa e capacidade operacional em montanha

O Exército Brasileiro intensifica a formação do Combatente de Montanha para assegurar prontidão em terrenos de difícil acesso.

O estágio base e cursos avançados combinam técnica, tática e preparo psicológico para operações em relevo íngreme.

As atividades simulam frio, altitude e isolamento, preparando militares para agir com segurança e autonomia, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Formação técnica e doutrina de montanha

O Estágio Básico do Combatente de Montanha, conhecido pela sigla EBCM, é a base que ensina escalada, rapel, progressão em rocha, manuseio de cordas, nós e amarrações.

Além disso, a instrução inclui navegação diurna e noturna, resgate e autorresgate, e noções de sobrevivência, permitindo que o combatente opere em condições adversas.

A doutrina adotada prioriza a segurança da tropa, o uso racional de equipamentos e a padronização de procedimentos para reduzir riscos em operações reais.

Liderança, resiliência e preparo psicológico

A formação exige mais do que condicionamento físico, ela desenvolve liderança, tomada de decisão sob estresse e resiliência emocional.

Atividades planejadas submetem estagiários a fadiga, frio e pressão psicológica, criando confiança mútua e espírito de corpo entre os participantes.

Nos cursos avançados, militares se qualificam como Guias de Cordada, aptos a conduzir frações com segurança em progressões verticais, reforçando a liderança descentralizada.

Impacto estratégico e interoperabilidade

O adestramento ocorre em locais como a Serra da Piedade e a Academia Militar das Agulhas Negras, oferecendo relevo ideal para treinos progressivos.

Militares de diferentes organizações do Exército, de outras Forças Armadas e dos Corpos de Bombeiros participam, ampliando a interoperabilidade e a capacidade de atuação conjunta.

Ao investir na formação do Combatente de Montanha, a Força Terrestre amplia sua versatilidade estratégica, garantindo maior prontidão, credibilidade e capacidade de resposta em todo o território nacional.

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