terça-feira
17 fevereiro

Marinha apreende moto aquática usada em assalto a casal em São Vicente, crime a cerca de 100 metros da praia e fiscalização reforçada na orla durante alta temporada

Capitania dos Portos de São Paulo localizou a moto aquática em marina, autuada por trafegar em área de banhistas, regra diz motos aquáticas só a partir de 200 metros

A rápida atuação da Capitania resultou na apreensão da moto aquática usada no assalto contra um casal que praticava caiaque em São Vicente.

O crime ocorreu a cerca de 100 metros da faixa de areia, em uma área frequentada por banhistas, inclusive crianças, e foi registrado em vídeo amplamente divulgado.

A embarcação foi encontrada em uma marina após troca de informações com a Polícia Civil, e passa por autuação administrativa e investigação policial, conforme informação divulgada pela Capitania dos Portos de São Paulo.

Apreensão e ação da Marinha

A operação que levou à apreensão envolveu uma força-tarefa com vistorias em marinas e garagens náuticas suspeitas de abrigar a embarcação usada no crime.

A moto aquática foi autuada por trafegar em área reservada a banhistas, o que representa risco grave à segurança da navegação e à vida humana no mar.

Segundo as normas marítimas, “motos aquáticas só podem navegar a partir de 200 metros da linha de base, delimitada pela arrebentação das ondas.” O descumprimento dessa regra é recorrente no litoral paulista, exigindo fiscalização constante.

Investigação e vítimas

O caso ganhou repercussão após a divulgação do vídeo que mostra o casal sendo abordado no mar por dois criminosos em uma moto aquática.

Um dos suspeitos, Rael Fabiano Veiga Ungaretti, de 19 anos, é considerado foragido da Justiça, enquanto o segundo autor ainda não foi identificado.

Durante o assalto, um dos criminosos agrediu uma das vítimas com um remo, causando ferimentos na cabeça e na perna. A vítima relatou dificuldade em obter apoio imediato, o que ampliou a sensação de insegurança entre moradores e turistas.

Fiscalização e medidas preventivas

Em resposta ao episódio, a Capitania informou que intensificou as ações da Operação Navegue Seguro, que segue até março, com foco na segurança da navegação, na salvaguarda da vida humana e na prevenção da poluição hídrica.

A Prefeitura de São Vicente afirmou que tem apoiado as investigações e ampliado fiscalizações em marinas, em conjunto com a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal, e estuda regras mais rígidas para o trânsito de embarcações na orla.

Autoridades reforçam que a Marinha do Brasil é a principal responsável pela segurança no mar, e o episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de presença permanente de meios de patrulha marítima, especialmente em épocas de grande fluxo turístico.

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