Decisão destaca relevância artística, longevidade institucional e papel público do conjunto, composto por três Oficiais Regentes e cerca de 120 músicos-militares, sediado na Fortaleza de São José
Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais passa a integrar o acervo cultural reconhecido do estado, com previsão de maior proteção e visibilidade para suas atividades.
O título ressalta o valor artístico e a continuidade institucional de um conjunto que mistura tradição militar e repertório erudito, mantendo diálogo com o público em concertos e ações educativas.
A Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Dois séculos de história e identidade cultural
Fundada em 1809, a Banda manteve atuação ininterrupta desde o período colonial, acompanhando momentos decisivos da história nacional e reforçando laços com cerimônias e eventos cívicos.
A formação histórica do conjunto ajudou a consolidar uma identidade sonora ligada tanto à tradição militar quanto à música sinfônica e à produção brasileira.
Repertório e presença social
O repertório transita entre a música sinfônica, a tradição militar, obras clássicas e composições brasileiras, contribuindo para a difusão cultural e a formação musical de diferentes gerações.
Ao longo dos anos, a Banda participou de cerimônias oficiais, eventos cívicos, apresentações culturais e atividades de representação institucional da Marinha do Brasil, reforçando sua presença pública.
Estrutura, formação e excelência musical
Atualmente, a Banda é composta por três Oficiais Regentes e cerca de 120 músicos-militares, homens e mulheres, todos integrantes do Corpo de Fuzileiros Navais, com formação técnica e disciplina militar.
Essa combinação de qualificação e rigor embarca tradição, ensino musical e padrão artístico, fato que eleva o prestígio do conjunto no Brasil e no exterior.
Reconhecimento institucional e preservação da memória
A declaração como patrimônio imaterial assegura a valorização, proteção e difusão da Banda Sinfônica do CFN, reconhecendo-a como um bem cultural vivo, que transcende gerações e preserva valores históricos, artísticos e simbólicos do Estado do Rio de Janeiro.
O título amplia mecanismos para preservar o acervo imaterial associado à Banda, e reafirma a interface entre instituições militares e a construção da identidade cultural brasileira.
Além de cerimônias institucionais, o conjunto segue promovendo concertos abertos ao público e ações educativas, fortalecendo o vínculo entre a Marinha, a música e a sociedade.


