Capitã Amanda Frascino Paranhos toma posse a partir desta quinta-feira (29), rompendo um ciclo desde a criação da delegacia em 1920, e reforçando a modernização da Marinha do Brasil
A Marinha do Brasil nomeou, pela primeira vez em mais de um século, uma mulher para comandar a Capitania dos Portos de Laguna.
A capitã Amanda Frascino Paranhos assume a unidade local e passa a liderar as ações da Autoridade Marítima na região sul de Santa Catarina.
O gesto é marcado por simbolismo institucional e por mudanças na ocupação de postos de liderança nas Forças Navais, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Marco histórico e quebra de paradigmas
A nomeação representa um marco na história da Capitania dos Portos de Laguna, que, desde a sua criação, em 1920, jamais havia sido comandada por uma mulher.
O episódio sinaliza a evolução da instituição, que foi a primeira das Forças Armadas brasileiras a incorporar mulheres em seus quadros, e reforça que o acesso a funções de liderança ocorre por mérito e competência profissional.
Perfil profissional da comandante e processo seletivo
A capitã Amanda Frascino Paranhos tem 17 anos de carreira e formação em Pedagogia e Turismo, além de mestrado em Turismo.
Segundo a Marinha, ela ingressou inicialmente como oficial temporária no Rio de Janeiro, onde serviu por quatro anos, antes de ser aprovada em concurso para a carreira permanente.
Ao longo da trajetória, passou por organizações como o Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar, em Belém, a Diretoria de Portos e Costas, no Rio de Janeiro, e o Centro de Instrução Almirante Alexandrino, experiências que fundamentaram a escolha para o comando.
A escolha para o comando ocorreu por meio de processo interno de voluntariado, conduzido pela Diretoria-Geral de Pessoal da Marinha, que avalia requisitos técnicos, histórico funcional e perfil de liderança, assegurando isonomia entre homens e mulheres.
Importância estratégica da Capitania de Laguna e impacto social
A Capitania dos Portos de Laguna é a Autoridade Marítima responsável por 41 municípios do litoral sul catarinense, com atribuições que incluem segurança da navegação, proteção da vida humana no mar e prevenção da poluição hídrica.
A unidade tem, atualmente, um efetivo de 62 militares e mantém contato contínuo com comunidades costeiras, escolas e usuários das vias navegáveis, papel que a nova comandante passa a liderar.
A presença de uma mulher no comando amplia o impacto simbólico para a sociedade e serve de referência para jovens, ao demonstrar que a modernização institucional pode caminhar lado a lado com a preservação dos valores tradicionais da Marinha do Brasil.
O que muda na prática
Na prática, a mudança reforça políticas internas de valorização do mérito e amplia a visibilidade de liderança feminina em áreas estratégicas da Força Naval.
Para a comunidade local, a expectativa é de continuidade nas operações de segurança marítima e de fortalecimento dos programas de formação de profissionais do setor, além de maior proximidade entre a Capitania e stakeholders regionais.
Para sugestões de pauta ou correções, a fonte original disponibilizou contato via WhatsApp, conforme a publicação da Marinha do Brasil.


