Visita institucional e inspeção às instalações onde o almirante da reserva cumpre pena, com participação do comando da Força e do oficial responsável pela custódia
A visita institucional ocorreu no dia 6 de janeiro, quando o comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, esteve na unidade onde o almirante da reserva permanece detido.
A agenda foi oficialmente classificada como inspeção às instalações carcerárias, e a ação teve foco administrativo sobre a unidade prisional sob jurisdição da Marinha.
A presença de autoridades e o caráter do preso conferem ao ato um peso simbólico e institucional relevante, dada a posição anterior do detento no alto comando naval, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Detalhes da visita e logística
A visita ocorreu na Estação Rádio da Marinha em Brasília, local onde o almirante da reserva permanece detido. O encontro teve duração aproximada de duas horas, entre 10h e 12h.
Além de Olsen, participou o vice-almirante Rogério Pinto Ferreira Rodrigues, o oficial responsável pela custódia do preso na unidade, que acompanhou a atividade de inspeção e as verificações de rotina.
Peso simbólico para as Forças
Administrativamente, inspeções em instalações sob a jurisdição do Comando da Marinha figuram entre as atribuições rotineiras do comandante da Força, porém o contexto específico confere à ação um significado político e simbólico.
Almir Garnier foi sucedido por Marcos Sampaio Olsen no comando da Marinha, e a visita aproxima dois ex-comandantes em posições divergentes na hierarquia institucional, cenário raro na história recente das Forças Armadas brasileiras.
Condenação no STF e depoimento de Olsen
O almirante da reserva Almir Garnier foi condenado a 24 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal, no processo que julgou uma possível tentativa de golpe de Estado.
Durante a tramitação do processo, Marcos Sampaio Olsen foi arrolado como testemunha de defesa de Garnier, com depoimento prestado ao STF, em maio de 2025.
No depoimento, Olsen afirmou, conforme consta nos autos, que não ter recebido ordens para o emprego de blindados ou meios militares em apoio a um eventual golpe em 2022, declaração incorporada ao processo.
Repercussão e próximos passos
A visita ganhou repercussão pública pelo caráter sensível do caso, e deve manter a atenção sobre procedimentos de custódia e sobre as relações institucionais entre comandantes e ex-comandantes.
Autoridades da Marinha tratam a ação como inspeção administrativa, e a comunicação oficial tende a reforçar o caráter institucional da medida, em meio ao debate público sobre a responsabilização por crimes contra a ordem democrática.


