Recorde os feitos do primeiro comandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva, sua visão estratégica, pioneirismo na certificação como Jungle Expert, e o impacto na segurança da Amazônia
Coronel Jorge Teixeira permanece como referência na formação militar para operações na selva, com obra que influenciou gerações de militares brasileiros e estrangeiros.
Sua liderança foi central para a consolidação do Centro de Instrução de Guerra na Selva, instituição que projetou o Exército Brasileiro internacionalmente no preparo em ambiente amazônico.
As ações e feitos lembrados hoje refletem um compromisso duradouro com a região e com a doutrina de Guerra na Selva, que segue vigente nas tropas, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.
Pioneirismo e formação da doutrina de Guerra na Selva
Nascido em 1º de junho de 1921, na cidade de General Câmara (RS), Jorge Teixeira de Oliveira destacou-se desde cedo por seu espírito pioneiro.
Ainda como Major, integrou a missão militar enviada ao Panamá, onde se tornou um dos primeiros brasileiros certificados como “Jungle Expert”, pelo Jungle Operations Training Center, do Exército dos Estados Unidos.
A experiência adquirida no exterior foi decisiva para a concepção de uma doutrina própria, adaptada às características únicas da selva amazônica, combinando sobrevivência, liderança, mobilidade e combate em ambiente hostil.
Jorge Teixeira e a consolidação do CIGS
Em 1964, Jorge Teixeira assumiu como o primeiro Comandante do CIGS, sendo responsável pela implantação da infraestrutura inicial da unidade e pela formação da primeira turma de Guerreiros de Selva, concluída em 19 de novembro de 1966, marco que completa 60 anos em 2026.
Sob sua liderança, o CIGS consolidou-se como referência internacional em Guerra na Selva, formando militares brasileiros e estrangeiros e projetando o Exército Brasileiro como autoridade mundial nesse tipo de ambiente operacional, essencial à defesa da Amazônia.
Legado institucional, liderança e serviço ao Brasil
A atuação de Jorge Teixeira extrapolou o âmbito do CIGS, em 1971 foi nomeado Comandante do Colégio Militar de Manaus, instituição da qual foi fundador, e também criou o Círculo Militar de Manaus, fortalecendo a integração social e institucional dos militares na região Norte.
Além da carreira militar, exerceu funções na vida pública, como Prefeito de Manaus e Governador de Rondônia, sempre marcado por decisões firmes e visão estratégica.
Falecido em 28 de janeiro de 1987, o Coronel permanece como símbolo de coesão, pioneirismo e compromisso com o Brasil e com a Amazônia, com legado permanente na história do CIGS e das instituições que ajudou a construir.
Memória e participação
O Exército lembra hoje os 39 anos do falecimento do Coronel de Artilharia Jorge Teixeira de Oliveira, em atos e comunicações que reforçam a continuidade da doutrina e da formação especializada.


