A atuação humanitária e de paz do Exército Brasileiro no Haiti 15 anos depois, recordando que o desastre deixou mais de 200 mil mortos e cerca de 1,5 milhão de desabrigados
Há quinze anos, o Haiti foi atingido por um terremoto que mudou o curso do país e provocou uma crise humanitária de grande escala.
Forças internacionais, com destaque para o papel do Brasil na MINUSTAH, atuaram em operações de socorro, segurança e apoio logístico.
As homenagens às vítimas e aos profissionais que morreram prestando assistência marcam o aniversário e convidam à reflexão sobre cooperação e memória, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.
O terremoto e a dimensão da tragédia
O dia 12 de janeiro de 2010 permanece como uma das datas mais dolorosas da história recente do Haiti, quando um tremor devastador atingiu o país e deixou marcas profundas.
O abalo causou a morte de mais de 200 mil pessoas, deixou cerca de 1,5 milhão de desabrigados e reduziu grande parte de Porto Príncipe a escombros.
Hospitais, prédios públicos e infraestrutura entraram em colapso, e a escala da catástrofe exigiu resposta imediata e coordenada da comunidade internacional.
Atuação do Exército Brasileiro na MINUSTAH
Naquele período, o Brasil liderava o componente militar da MINUSTAH e teve papel central nas operações de socorro e manutenção da ordem.
Militares brasileiros trabalharam na distribuição de alimentos, no atendimento emergencial e na coordenação de buscas, mesmo com recursos e instalações locais severamente danificados.
O esforço foi marcado por risco e sacrifício, resultado que inclui a informação de que 22 brasileiros mortos, 18 eram militares, vítimas do cumprimento do dever em missão de paz.
Memória, legado e compromisso com a paz
A tragédia também vitimou profissionais da ajuda humanitária, entre eles a médica e humanitária Zilda Arns, referência em ações sociais e fundadora da Pastoral da Criança.
Quinze anos depois, a lembrança do Haiti reafirma o papel do Exército Brasileiro no Haiti como instrumento de Estado na promoção da paz, solidariedade e cooperação humanitária.
As homenagens servem para preservar a memória dos que tombaram, reforçar lições aprendidas e orientar futuras operações em cenários de crise.


