Com o início da construção da quarta unidade, o PFCT chega ao pico produtivo no TKMS Estaleiro Brasil Sul em Itajaí, gerando empregos, tecnologia e conteúdo local
A Marinha do Brasil iniciou o corte da primeira chapa de aço da Fragata ‘Mariz e Barros’ (F203), marco que sinaliza a transição do projeto para a fabricação da quarta embarcação da Classe Tamandaré.
O evento marca, na prática, o momento em que o Programa Fragatas Classe Tamandaré, PFCT, atinge o auge de sua capacidade produtiva, com quatro fragatas em construção simultânea.
Conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco, o avanço acelera cronogramas, exige integração de engenharia e produção, e reafirma a ambição de construir navios de alta complexidade em território brasileiro.
Marco técnico, da engenharia à fabricação
O primeiro corte de chapa de aço simboliza a passagem definitiva da fase de projeto para a fase de fabricação da Fragata ‘Mariz e Barros’ (F203), o que exige que todo o projeto detalhado esteja concluído e aprovado.
Essa etapa confirma que engenharia, planejamento, logística e controle de qualidade estão integrados, e a partir dela o ritmo de construção tende a acelerar com aplicação intensiva de recursos e busca por eficiência produtiva.
O progresso atesta a maturidade técnica do PFCT e a capacidade nacional de gerenciar programas navais complexos, com padrões compatíveis aos praticados pelas principais marinhas do mundo.
Impacto industrial, empregos e conteúdo local
Com a construção simultânea das quatro fragatas no TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, Santa Catarina, o programa entra em sua fase de maior intensidade industrial.
Segundo a fonte, o programa já qualificou cerca de 8 mil trabalhadores, direta e indiretamente, e habilitou mais de mil empresas brasileiras, atendendo a um índice de conteúdo local em torno de 40%, informação que evidencia o impacto econômico e a geração de cadeia produtiva.
Além da criação de empregos e renda, o PFCT promove transferência de tecnologia, adoção de processos paperless e consolidação de competências em engenharia naval, produção seriada e gestão do ciclo de vida dos navios.
Relevância estratégica para a Esquadra e soberania
Militarmente, a construção da quarta fragata consolida o PFCT como um dos programas estratégicos mais relevantes para a Marinha do Brasil.
As fragatas da Classe Tamandaré são equipadas com sensores, radares e armamentos de última geração, ampliando a capacidade de defesa marítima, vigilância e dissuasão da Esquadra.
Ao integrar o Novo Programa de Aceleração do Crescimento, Novo PAC, o PFCT ganha previsibilidade orçamentária e continuidade estratégica, contribuindo para a soberania nacional e fortalecendo a autonomia tecnológica do país.
O avanço da construção em território nacional posiciona a Marinha como indutora do desenvolvimento industrial e tecnológico de longo prazo, e consolida a Fragata Tamandaré como elemento central dessa estratégia.


