A ocorrência do naufrágio lancha Rio São Francisco levou a Marinha a deslocar a Agência Fluvial de Penedo, resgates evitaram vítimas, IAFN vai apurar habilitação, lotação e manutenção
O fim de tarde de domingo (11) teve tensão nas águas do Rio São Francisco, quando a lancha de transporte de passageiros Branca Rosa afundou durante travessia entre Sergipe e Alagoas.
O acidente aconteceu por volta das 18h30 e mobilizou moradores ribeirinhos, embarcações locais e a Marinha do Brasil, que acionou a estrutura de Inspeção Naval e a Agência Fluvial de Penedo.
Todas as pessoas a bordo foram resgatadas com vida, segundo relatos oficiais, evitando uma tragédia de maiores proporções, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Investigação naval e procedimentos técnicos
A Marinha informou que a lancha realizava a travessia regular entre o Povoado Bonsucesso, em Poço Redondo, Sergipe, e a cidade de Pão de Açúcar, Alagoas. Após o resgate, a embarcação foi retirada do leito do rio e encontra-se na margem, sem representar risco à navegação.
Será instaurado um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), com prazo de até 90 dias para conclusão, para identificar causas técnicas, avaliar condições da embarcação, habilitação do condutor e lotação, além de possíveis falhas operacionais ou estruturais.
Resgate, segurança e recomendações
O apoio imediato de outras embarcações ribeirinhas foi decisivo para o salvamento, e a ação conjunta com a Marinha evitou vítimas fatais. Especialistas e autoridades ressaltam o uso obrigatório de coletes salva-vidas e a observância da capacidade máxima das embarcações.
A Marinha reforça a importância da participação da sociedade na salvaguarda da vida e na prevenção da poluição hídrica, e orienta que denúncias sobre embarcações irregulares ou excesso de passageiros sejam registradas para evitar novos incidentes.
Comunidades ribeirinhas e prevenção na navegação interior
O episódio evidencia a dependência das comunidades do Rio São Francisco como principal meio de deslocamento, assim como a necessidade de manutenção preventiva e fiscalização constante para garantir segurança nas travessias rotineiras.
Casos de emergência marítima ou fluvial devem ser comunicados pelo telefone 185, e informações adicionais podem ser repassadas à Capitania dos Portos de Alagoas, fortalecendo a atuação preventiva do Estado.


