Marinha do Brasil consolida a Amazônia Azul e amplia presença operacional, tecnológica e humanitária após reconhecimento internacional e operações estratégicas
A Força naval projetou em 2025 uma atuação que foi além de estatísticas, combinando presença no mar, inovação e apoio direto à sociedade.
O ano trouxe avanços jurídicos e operacionais, com projetos de construção naval e ações de fiscalização em rios e no litoral.
As informações e dados desta reportagem foram divulgados pelo Defesa em Foco, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Soberania marítima e ampliação da Amazônia Azul
Em um passo estratégico no plano internacional, houve o reconhecimento, no âmbito da ONU, da ampliação de 360 mil km² da plataforma continental brasileira na Margem Equatorial, movimento que reforçou a dimensão da Amazônia Azul como ativo geopolítico, econômico e ambiental do País.
Paralelamente, foram citados avanços em instrumentos estruturantes, entre eles a nova Política Marítima Nacional, a criação da Frente Parlamentar da Economia do Mar e o progresso do Planejamento Espacial Marinho, com foco na região Sudeste, eixo de portos, energia, pesca e turismo.
Prontidão operacional e resposta a emergências
A Marinha manteve atuação abrangente em terra, rios e mar, intensificando a fiscalização contra ilícitos ambientais na Amazônia e destacando a inteligência naval na interceptação de um semissubmersível do narcotráfico na costa do Pará.
O maior esforço logístico do ano foi em Belém, durante a preparação da COP30, quando a Operação “Atlas”, conduzida a partir do Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, integrou meios navais, aeronavais e tropas sob o Comando Operacional Conjunto “Marajoara”, reunindo cerca de 3 mil militares para garantir a segurança do evento.
A prontidão também teve caráter humanitário, com apoio nas cheias do Rio Grande do Sul e na resposta ao colapso da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, reafirmando o compromisso da Força com a sociedade.
Renovação da esquadra e presença global
O setor naval avançou com entregas e testes, incluindo a entrega do Submarino Tonelero, o lançamento do Submarino Almirante Karam e a patrulha do Submarino Humaitá na Margem Equatorial, além de testes de mar da Fragata Tamandaré.
Externamente, a Marinha ampliou projeção estratégica, com o comando brasileiro da força-tarefa antipirataria CTF-151, cooperação com países africanos e a reeleição do Brasil para o Conselho da Organização Marítima Internacional, fortalecendo presença e parcerias internacionais.
Fator humano, inclusão e capacidades futuras
No plano interno, o destaque foi para o fator humano, com avanços históricos da presença feminina, resultados significativos no esporte de alto rendimento e ampliação de oportunidades educacionais e profissionais.
Ao concluir o ano, a mensagem do Comandante da Marinha ressaltou que a soberania se constrói com meios, pessoas e propósito, e que investimentos em meios e em pessoas seguirão como prioridade para 2026.


