Durante quatro meses a Operação Acre navegará pelo Rio Juruá com equipe multidisciplinar, mamógrafo, raios X, telemedicina e apoio da ONG Américas Amigas para populações ribeirinhas
A Marinha do Brasil deu início, nesta segunda-feira (12), à 26ª edição da Operação Acre, missão que leva serviços de saúde a comunidades ribeirinhas e indígenas ao longo do Rio Juruá.
O atendimento será realizado pelo Navio de Assistência Hospitalar Doutor Montenegro, que navegará por localidades remotas dos estados do Acre e Amazonas durante os próximos quatro meses.
A iniciativa combina consultas, exames e ações de prevenção para ampliar o acesso à saúde onde há poucas alternativas, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Hospital completo em meio à floresta
O Navio de Assistência Hospitalar Doutor Montenegro funciona como um hospital flutuante, com consultórios médicos e odontológicos, laboratório, sala de trauma, enfermaria, farmácia e salas equipadas com mamógrafo e raios X.
Para superar os desafios logísticos da região, o navio opera com comunicações via satélite e conta com quatro lanchas auxiliares, essenciais para alcançar comunidades de difícil acesso no interior da Amazônia.
Equipe, capacidade e alcance
A tripulação é composta por 82 militares, sendo 19 profissionais da área de saúde, incluindo médicos, dentistas e farmacêutico, além de técnicos de enfermagem, radiologia e higiene dental.
A expectativa da missão é atender cerca de 20 mil pessoas até o encerramento, combinando consultas, exames de imagem e procedimentos básicos de saúde.
Parcerias e prevenção
A Operação Acre é realizada em parceria com o Ministério da Saúde e, pela segunda vez, conta com a participação da ONG Américas Amigas, responsável pela análise dos exames de mamografia realizados a bordo, ampliando o diagnóstico precoce do câncer de mama.
Além disso, a operação terá apoio por telemedicina de profissionais do Hospital Universitário Getúlio Vargas, da Universidade Federal do Amazonas, integrando tecnologia e saúde pública para ampliar o alcance dos diagnósticos e tratamentos.
Integração, cidadania e legado
Além do atendimento clínico, a missão foca na prevenção, com palestras educativas, orientações em saúde e distribuição gratuita de medicamentos, reforçando ações de cidadania na Região Amazônica.
O navio foi construído em Manaus e, segundo a Marinha, foi construído em Manaus e concluído em 1997, foi incorporado à Marinha em 2000, após articulação entre o Ministério da Saúde, o Governo do Acre e a Força Naval.
O nome homenageia Manoel Braga Montenegro, médico acreano reconhecido pela dedicação à população do interior e pelo atendimento humanizado, legado que segue vivo a cada missão cumprida.


