Operação do Salvamar Sueste mobilizou aeronave UH-15/AH-15B e meios navais, içamento em mar aberto e transporte até Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, resgate aeronaval eficaz
Na manhã desta sexta-feira, um helicóptero de táxi aéreo realizou um pouso forçado no mar, a cerca de 40 milhas náuticas (74 km) ao sul de Cabo Frio, no litoral do Rio de Janeiro.
A ação rápida da Marinha do Brasil resultou no resgate de todas as pessoas a bordo, sem feridos, em uma operação que combinou meios aéreos e navais.
Conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil, a missão de Busca e Salvamento foi conduzida pelo Salvamar Sueste, e os procedimentos de emergência foram acionados imediatamente.
O acidente e a emergência no mar
O incidente envolveu um helicóptero Airbus H160, operado pela Omni Táxi Aéreo, que havia decolado do Aeroporto de Cabo Frio e, cerca de 20 minutos depois, apresentou perda de velocidade, levando o piloto a executar uma descida controlada até a amerissagem.
Os ocupantes seguiram os protocolos previstos para amerissagem e foram localizados em balsas salva-vidas, procedimento que evitou exposição prolongada ao alto-mar.
Emprego de meios e técnica de resgate
A operação foi conduzida pelo Salvamar Sueste, que empregou uma aeronave de asa rotativa UH-15/AH-15B, capaz de realizar içamento vertical em mar aberto, além de meios navais de apoio para garantir a segurança da área.
O treinamento conjunto das tripulações aéreas e das equipes de resgate foi decisivo para a rapidez da missão, com içamentos e transferências eficientes que permitiram concluir o resgate em curto intervalo de tempo.
Atendimento e encaminhamentos
Após o salvamento, As oito pessoas a bordo foram resgatadas com sucesso, sem registro de feridos, e foram transportadas para a Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, onde receberam os primeiros atendimentos médicos antes de serem encaminhadas para avaliação hospitalar.
A prontidão dos meios de Busca e Salvamento e a execução correta dos procedimentos de emergência foram apontadas como fatores determinantes para o desfecho sem vítimas.
Investigação e lições para segurança
As causas da perda de velocidade e do pouso forçado serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), em investigação que buscará identificar fatores técnicos ou operacionais.
A ocorrência reforça a importância de manter estruturas de resgate aeronaval permanentemente operacionais, e de treinar tripulações de táxi aéreo para procedimentos de emergência, especialmente em rotas sobre o mar e áreas com intensa atividade offshore.


