Parceria entre Coppe e Instituto de Pesquisa da Marinha integra gerador a diesel com dessalinização por membranas, reaproveita calor residual e garante água potável e eletricidade em locais isolados
Pesquisadores da Coppe/UFRJ, em parceria com o Instituto de Pesquisa da Marinha, desenvolveram um módulo transportável para suprir água e energia em situações de emergência.
O equipamento foi pensado para atuação rápida em áreas isoladas, bases temporárias e regiões afetadas por desastres naturais, onde a infraestrutura foi comprometida.
O projeto já passou por testes operacionais instalados em um reboque dos Fuzileiros Navais, confirmando sua aplicabilidade logística em campo, conforme informação divulgada pela UFRJ.
Como funciona o SISMAE
O sistema combina um gerador a diesel com um processo de dessalinização por membranas, em um único módulo móvel, facilitando transporte e instalação rápida.
Uma característica chave é o reaproveitamento térmico do calor residual do gerador, o que aumenta a eficiência energética geral e reduz desperdícios em operação.
Ensaios operacionais e uso pelos Fuzileiros Navais
Em testes reais, a unidade foi montada em um reboque dos Fuzileiros Navais, demonstrando robustez e confiabilidade em condições de campo.
Para a Marinha, o equipamento amplia a sustentação logística em operações anfíbias, postos avançados e missões expedicionárias, fornecendo água potável e eletricidade onde mais se precisa.
Aplicação humanitária e alcance civil
Além do uso militar, o SISMAE tem caráter dual, podendo ser empregado diretamente no apoio à população civil em calamidades, garantindo recursos essenciais de forma imediata.
A integração de água e energia em um único módulo facilita a resposta a crises humanitárias, agiliza o restabelecimento de serviços e ajuda a salvar vidas.
Pesquisa, formação e apoio institucional
Coordenado pela professora Carolina Cotta, do Programa de Engenharia Mecânica da Coppe, o projeto também gerou capacitação de pesquisadores e avanços em engenharia térmica e microfluídica.
O desenvolvimento contou com apoio da Capes, via Procad Defesa, e do CTecCFN, evidenciando sinergia entre a academia e o setor de Defesa para soluções aplicadas.


