Da chamada à entrega, o transporte de órgãos pela FAB em 2025 uniu prontidão e logística, com 232 órgãos transportados, 120 pelo Esquadrão Guará, e 693 horas de voo
O trabalho de salvar vidas passou por aeródromos e cabines, com tripulações e equipes médicas mobilizadas em curtíssimo prazo.
Cada missão é uma corrida contra o tempo, onde velocidade e coordenação definem se um órgão chega em condições de transplante.
No conjunto de 2025, a atuação aérea conectou doadores e receptores em todo o País, criando correntes de esperança que muitas vezes substituem rotas civis insuficientes, conforme informações divulgadas pela Força Aérea Brasileira.
Dimensão técnica, frota e ritmo das operações
O transporte de órgãos exige uma logística de alta precisão, e os dados de 2025 mostram essa complexidade. Foram transportados 232 órgãos no ano, resultado de planejamento, prontidão operacional e integração com o sistema de saúde.
O Esquadrão Guará, sediado em Brasília, conduziu 120 órgãos, o que consolidou a unidade como a que mais realizou missões desse tipo em toda a FAB. A atividade do Esquadrão Guará incluiu 126 acionamentos durante o ano.
As missões somaram 693 horas de voo, com emprego de aeronaves escolhidas conforme distância, tipo de pista e urgência. O U-100 Phenom foi a mais utilizada, acumulando 347 horas. Também foram empregados o C-97 Brasília, o C-98 Caravan e o C-95 Bandeirante.
Impacto social, números e histórias por trás das missões
Por trás das estatísticas, há famílias que receberam uma nova chance. Em 2025, foram transportados 38 corações, 64 fígados, 8 pulmões, 8 rins, além de um baço e um linfonodo, abrindo portas para transplantes que muitas vezes aguardavam anos.
A atuação da Força Aérea vai além da defesa, atuando como elo vital do Sistema Nacional de Transplantes em regiões remotas ou em situações de urgência que a aviação comercial não atende.
O fator humano também se destaca, com militares que sacrificam tempo com suas famílias para garantir que outras permaneçam unidas. A Tenente Aviadora Karoline Ribeiro Loureiro foi a piloto com maior número de missões de transporte de órgãos em 2025, somando 24 voos.
Marco legal, coordenação nacional e rapidez de acionamento
O transporte de órgãos pela FAB está respaldado pelo Decreto nº 9.175/2017, que determina a manutenção de aeronaves para atender demandas do Ministério da Saúde.
O processo começa na Central Nacional de Transplantes, que avalia a disponibilidade dos órgãos e aciona a FAB quando a logística civil é insuficiente. Em poucas horas, aeronaves e equipes médicas podem estar em deslocamento, com prioridade no espaço aéreo garantida pelo Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea.
O Comando de Operações Aeroespaciais define rapidamente a unidade a ser acionada, compondo uma engrenagem logística afinada para vencer o maior inimigo dessas missões, o tempo, e transformar doações em vidas salvas.
Visão final, alcance e continuidade
Em 2025, a FAB demonstrou que defesa nacional também é salvar vidas, integrando tecnologia, doutrina militar e sensibilidade humana em missões silenciosas e quase invisíveis ao grande público.
O resultado concreto, com 232 órgãos transportados, mostra que o investimento em prontidão e coordenação gera impacto social direto, reduz filas de espera e amplia a capacidade nacional de resposta em transplantes.
Para reportar erros ou sugerir pautas sobre defesa e saúde, há canais de contato abertos, fortalecendo a transparência e o acompanhamento dessas operações que literalmente transformam doações em novos começos.


