quarta-feira
25 fevereiro

Arsenal da Marinha produzirá quatro Embarcações Blindadas EBT2 para o Exército Brasileiro, reforçando patrulha ribeirinha e presença estatal na Amazônia, TED assinado

Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro produzirá quatro Embarcações Blindadas EBT2 para o Exército Brasileiro, ampliando a capacidade de patrulha ribeirinha na Amazônia e a integração entre Forças

O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, AMRJ, assinou um novo acordo para a fabricação de quatro Embarcações Patrulha de Grupo Blindada Tipo II, as EBT2, destinadas ao Exército Brasileiro.

O objetivo é reforçar operações em áreas ribeirinhas de difícil acesso da Amazônia, ampliando a mobilidade, a proteção e a presença do Estado em corredores estratégicos.

A iniciativa foi formalizada em um Termo de Execução Descentralizada, no âmbito do Projeto de Obtenção de Embarcações Blindadas, conforme informação divulgada pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).

Detalhes do acordo e cronograma

O novo Termo de Execução Descentralizada, TED, foi celebrado em 24 de fevereiro de 2026 entre a Diretoria de Fabricação, DF, e o AMRJ, no âmbito do Projeto de Obtenção de Embarcações Blindadas, POEB.

A cerimônia contou com a presença do Diretor de Fabricação, Gen Div Tales Villela, do Diretor do AMRJ, CA (EN) Bonotto, e do Diretor Industrial da Marinha, VA Barroso, autoridades que simbolizam o caráter estratégico da iniciativa.

As quatro unidades EBT2 serão produzidas no Arsenal, fortalecendo a Base Industrial de Defesa nacional, e o cronograma operacional será definido entre as partes para atender às demandas do Exército em teatros ribeirinhos.

Evolução técnica, da LOpRib-SFA à EBT2

O contrato decorre do desempenho satisfatório das embarcações LOpRib-SFA produzidas no primeiro TED, entregues em 2024 e 2025 e validadas em emprego real nos Comandos Militares da Amazônia, CMA, Norte, CMN, Oeste, CMO, e Sul, CMS.

A nova versão, denominada EBT2, incorpora melhorias apontadas pelo uso operacional, com aperfeiçoamentos na blindagem, na disposição interna dos combatentes, na integração de sistemas e na performance em rios estreitos e de baixa profundidade.

O resultado esperado é uma embarcação com maior manobrabilidade, proteção reforçada e capacidade de reação ampliada em cenários assimétricos, mais adaptada à realidade amazônica.

Impacto operacional e integração industrial

Em um ambiente onde os rios são eixos logísticos e corredores estratégicos, a chegada de quatro novas EBT2 aumenta a capacidade do Exército em patrulha, fiscalização e pronta-resposta em áreas isoladas.

Além do emprego militar, as embarcações poderão apoiar operações interagências, ampliar a cobertura territorial e consolidar a presença do Estado em regiões sensíveis do ponto de vista geopolítico.

Ao concentrar a fabricação no AMRJ, o projeto preserva conhecimento técnico nacional, reduz dependências externas e reafirma a maturidade do modelo de Termo de Execução Descentralizada como instrumento de integração entre Forças e eficiência administrativa.

Mais do que quatro embarcações, o novo TED representa a consolidação de uma política de desenvolvimento de meios adaptados ao ambiente operacional brasileiro, reforçando o compromisso com a Defesa Nacional, a soberania e a prontidão das Forças.

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