domingo
14 junho

Exército Brasileiro dá passo histórico, Seleção Complementar do Serviço Militar Inicial Feminino convoca e prepara primeiras mulheres para ingresso como soldados

Seleção Complementar do Serviço Militar Inicial Feminino avalia saúde, habilidades e entrevistas, seguindo critérios legais, com jovens aptas sendo incorporadas em março

A etapa final antes da incorporação ocorreu em fevereiro, marcando a primeira vez em que mulheres participam da Seleção Complementar destinada ao Serviço Militar Inicial Feminino.

As candidatas passaram por revisão médica e odontológica, exames, avaliações de habilidades específicas e entrevista individual, nos mesmos critérios previstos em lei aplicados aos candidatos do sexo masculino.

Mais de 33.720 mulheres se alistaram em 2025, para esta fase foram convocados mais de 260 mil candidatos, entre homens e mulheres, e Somente em Brasília, 997 jovens do sexo feminino participaram da Seleção Complementar, de um total de 5.232 em todo o País, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.

Seleção Complementar e preparação para a vida militar

A Seleção Complementar avalia condições físicas, psicológicas e técnicas dos candidatos para a incorporação, garantindo que as aprovadas tenham preparo compatível com as exigências do serviço.

A partir da incorporação, o Serviço Militar passa a ser obrigatório para quem é incorporado no ciclo, e as novas integrantes enfrentarão período de internato, instruções militares intensivas, treinamento físico e atividades compatíveis com as missões atribuídas aos soldados.

Experiência das candidatas e conquista de espaço

A participação na Seleção Complementar é vista por muitas jovens como a concretização de um sonho e a conquista de um espaço histórico. A candidata Ana Clara Ferreira, 18 anos, moradora de Taguatinga (DF), destacou o sentimento de honra ao integrar o processo do Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF).

Outra candidata, Eloah Veras, também ressaltou a motivação pessoal para se voluntariar, influenciada pela vivência familiar com a carreira militar, relatos que evidenciam o interesse e o comprometimento das voluntárias.

Inclusão, valores e perspectiva institucional

As voluntárias do SMIF poderão ser promovidas até a graduação de 3º Sargento, conforme desempenho individual e realização de cursos, permanecendo no serviço ativo por até oito anos, quando ingressarão na reserva não remunerada. O ingresso garante às mulheres direitos, deveres e oportunidades em igualdade de condições com os homens.

O Comandante Militar do Planalto, Felipe, destacou que a incorporação feminina como soldados representa mais um capítulo da evolução histórica da presença da mulher na Força, que remonta a Maria Quitéria e às enfermeiras da Força Expedicionária Brasileira, e afirmou que, a partir de março, será possível acompanhar, na prática, essa nova fase da Instituição.

Inicialmente, o SMIF será implementado em organizações militares em cidades estratégicas como Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Recife, Salvador, Manaus e Belo Horizonte, entre outras, refletindo políticas de inclusão e valorização do potencial feminino no âmbito da Defesa Nacional.

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