Exército Brasileiro amplia cooperação entre Defesa e Segurança Pública para padronizar procedimentos, elevar a interoperabilidade e preparar profissionais brasileiros para missões de paz em cenário multinacional
A aproximação entre Forças Armadas e órgãos de Segurança Pública ganhou novo impulso em seminário que reuniu instituições estratégicas para aprimorar capacidades operacionais e formar pessoal para missões internacionais de paz.
O encontro ressaltou a necessidade de alinhar doutrina, planejamento e emprego de meios em ambientes complexos, com ênfase na gestão do conhecimento acumulado em operações anteriores.
Também foi destacada a importância da diversidade e da participação feminina como elemento de eficácia nas ações de engajamento comunitário e proteção de populações vulneráveis.
conforme informação divulgada pelo Seminário Internacional Integrado de Segurança Pública e Defesa
Interoperabilidade e capacitação
Durante o seminário, o Comando de Operações Terrestres apresentou orientações sobre processos seletivos para missões individuais sob a égide da Organização das Nações Unidas, indicando requisitos técnicos, prazos e perfis demandados.
Foram enfatizados critérios como preparo físico, proficiência em idiomas, experiência profissional e conduta ética, além da importância do preparo pré-desdobramento, medidas que ajudam a reduzir assimetrias entre forças civis e militares e a elevar a prontidão para cenários multinacionais.
A padronização de procedimentos promove maior interoperabilidade, facilita o emprego conjunto de meios e fortalece a capacidade de resposta em operações com múltiplos atores.
Inclusão, confiança e legitimidade
No campo social, a articulação entre Defesa e Segurança Pública foi apresentada como ferramenta para reforçar a confiança institucional e a legitimidade das ações estatais, com impactos positivos no exterior e no território nacional.
O intercâmbio de experiências contribui para elevar padrões de direitos humanos, uso proporcional da força e técnicas de mediação de conflitos, e a presença de mulheres nas missões foi apontada como prioridade estratégica.
A organização do seminário deixou claro que a participação feminina amplia a eficácia do engajamento comunitário e aumenta a proteção de grupos vulneráveis, consolidando diversidade como ganho operacional.
Projeção internacional e retorno de experiência
Qualificar militares e agentes de segurança para missões de paz fortalece a projeção internacional do País e consolida o Brasil como provedor de segurança, gerando ganhos diplomáticos e prestígio.
O retorno desses profissionais às suas instituições traz boas práticas, inovação e liderança, com reflexos diretos na segurança interna, em uma dinâmica entendida como investimento estratégico de longo prazo.
Como seguir e participar
Além das orientações técnicas sobre seleção e preparo, o seminário incentivou a continuidade da cooperação interinstitucional para que orientações passem a integrar processos seletivos e treinamentos regulares.
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