No projeto de camuflagem multiespectral, o Exército busca reduzir assinaturas visual, térmica e infravermelha de meios militares, integrando ciência, indústria e Defesa para maior autonomia tecnológica
No dia 29 de janeiro, o Exército Brasileiro deu início a um projeto estratégico que mira um dos principais desafios da guerra moderna, a detecção por sensores.
O objetivo é desenvolver materiais e soluções de camuflagem multiespectral capazes de reduzir assinaturas visual, térmica e infravermelha de meios militares, tornando-os menos detectáveis por drones, satélites e sensores terrestres.
A iniciativa reúne instituições militares, industrial e acadêmicas, e tem financiamento público, mostrando foco na autonomia tecnológica e na dissuasão, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.
Camuflagem além do visível
A camuflagem multiespectral representa uma evolução significativa em relação aos padrões tradicionais, que atuam majoritariamente no espectro visível.
O projeto busca desenvolver materiais e soluções capazes de confundir ou reduzir a eficiência de sensores infravermelhos, térmicos e outros sistemas de vigilância, cada vez mais presentes em drones, satélites e plataformas terrestres.
Arranjo institucional e financiamento
O projeto é financiado pela FINEP, tendo a Diretoria de Fabricação como ICT executora, e envolve um amplo arranjo institucional.
Participam como ICTs coexecutoras o SENAI CETIQT, o IME e o CTEx, além de outras organizações militares especializadas, refletindo parceria entre Defesa, indústria e academia.
Impacto operacional e estratégico
Do ponto de vista operacional, a camuflagem multiespectral amplia a sobrevivência da tropa, dificulta a aquisição de alvos pelo inimigo e aumenta a liberdade de manobra em ambientes tecnologicamente intensos.
Trata-se de um multiplicador de poder de combate com impacto direto na eficácia das operações militares e na capacidade de dissuasão do Estado.
Autonomia tecnológica e base industrial
Ao investir em tecnologias sensíveis, o projeto contribui diretamente para a autonomia tecnológica nacional, reduzindo a dependência de soluções estrangeiras e estimulando o fortalecimento da Base Industrial de Defesa.
A iniciativa sinaliza que o Brasil busca soberania decisória em temas de segurança, com desenvolvimento interno de capacidades críticas para cenários de conflito cada vez mais complexos.
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