quarta-feira
11 fevereiro

Exportações de defesa do Brasil disparam 110%, chegam a US$ 3,1 bilhões e ampliam presença global da Base Industrial de Defesa em mais de 140 países

Exportações de defesa do Brasil avançam com salto expressivo nas vendas externas, fortalecendo a Base Industrial de Defesa e ampliando clientes na América Latina, África e Oriente Médio

O setor de defesa brasileiro registrou um avanço marcado nas exportações, com impacto direto na indústria, no emprego e na tecnologia nacional.

Empresas passaram a oferecer sistemas completos, e não apenas componentes, o que ampliou a competitividade internacional e atraiu novos contratos.

Em detalhes, os números e análises apontam para um movimento que traz ganhos econômicos e também debates sobre governança e ética, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Salto nas exportações e fortalecimento da Base Industrial de Defesa

Em 2025, as vendas externas do setor registraram um salto de 110%, alcançando cerca de US$ 3,1 bilhões, impulsionadas por armamentos leves, munições, veículos blindados, aeronaves militares e sistemas eletrônicos desenvolvidos pela Base Industrial de Defesa. O desempenho mostra empresas capazes de entregar soluções completas, com padrões técnicos e operacionais que atendem mercados exigentes.

O crescimento das exportações de defesa traduz-se em mais empregos qualificados e aumento de investimentos em P&D, criando um ciclo virtuoso entre escala industrial e inovação tecnológica.

Projeção geopolítica e inserção no mercado global

Com atuação em mais de 140 países, o Brasil vem ampliando sua projeção como fornecedor confiável para clientes na América Latina, África, Oriente Médio e partes da Europa.

A combinação de custo competitivo e desempenho técnico robusto tem sido decisiva para a aceitação dos produtos brasileiros, elevando o papel das exportações de defesa na estratégia externa do país.

Riscos, governança e o debate ético sobre exportação de armas

A expansão das vendas externas também acende alertas de organizações civis e especialistas, que apontam riscos de uso indevido de armamentos em conflitos internos ou repressões, caso os mecanismos de controle sejam frágeis.

O crescimento pressiona por maior transparência, critérios claros sobre o usuário final e compromissos públicos para não alimentar crises humanitárias, pontos centrais na discussão sobre as exportações de defesa.

Perspectivas e desafios para manter o avanço

Para consolidar o avanço, empresas e governo precisam conciliar objetivos econômicos com normas de governança e controles internacionais, garantindo que a expansão ocorra com responsabilidade.

O desafio é definir regras claras, fortalecer verificações de usuário final e manter investimentos em inovação, para que as exportações de defesa continuem a gerar benefícios econômicos sem comprometer princípios éticos.

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