terça-feira
12 maio

Marinha apura acidente no Canal de Santos com navio Seaspan Empire e balsas FB-14 e FB-15, inquérito buscará causas, responsabilidades e revisão do tráfego portuário

Investigação administrativa vai analisar falhas humanas, problemas mecânicos e cumprimento de normas após colisão no Canal de Santos, sem registro de feridos

Um colisão ocorrida na noite de segunda-feira deixou o maior porto do país em alerta, e a Marinha iniciou apuração formal do caso.

Em consequência do impacto, quatro tripulantes pularam na água e foram resgatados, sem ferimentos, e as operações portuárias seguiram sem paralisação.

Os detalhes das causas serão definidos pelo inquérito conduzido pela Capitania dos Portos de São Paulo, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Inquérito marítimo e apuração técnica

A Marinha do Brasil instaurou Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação para apurar as causas da colisão envolvendo o navio cargueiro Seaspan Empire, de bandeira de Singapura, e duas balsas que operam na travessia Santos-Guarujá.

A investigação envolve coleta de depoimentos, análise pericial das embarcações e verificação documental sobre condições operacionais, procedimentos que a Capitania dos Portos de São Paulo coordenará.

Segundo o capitão dos Portos de São Paulo, capitão de mar e guerra Leandro Gomes Mendes, “é necessário aguardar a conclusão do inquérito para identificar com precisão as causas do acidente”.

Dinâmica da colisão e resgate

O impacto ocorreu por volta das 22h no Canal do Porto de Santos, quando o porto-contêiner Seaspan Empire atingiu as balsas FB-14 e FB-15. Vídeos que circularam mostram as embarcações cruzando o canal enquanto o cargueiro avançava pela rota de navegação.

De acordo com a Praticagem, uma das balsas e outra que estaria sendo rebocada atravessaram inadvertidamente à frente do navio. Os quatro tripulantes, comandante e marinheiros, pularam na água e foram resgatados por lanchas de apoio, sem registro de ferimentos.

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Semil, informou que “as balsas estavam fora de operação e não transportavam passageiros ou veículos no momento do acidente”.

Impactos operacionais e debate estrutural

Após a colisão, as balsas permaneceram atracadas e fora de operação no lado de Santos, aguardando determinação da Capitania dos Portos, enquanto a travessia continuou funcionando com as demais embarcações da frota.

A Autoridade Portuária de Santos informou que o navio seguiu para área de fundeio e posteriormente atracou em terminal, sem interrupção das atividades no Porto.

O episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de separar o tráfego portuário do tráfego urbano na região, e a proposta de construção do túnel Santos-Guarujá voltou ao centro das discussões como medida de segurança e eficiência logística.

O que se espera do resultado do inquérito

A conclusão do inquérito da Marinha deverá apontar responsabilidades e indicar eventuais medidas corretivas, contribuindo para o aprimoramento da segurança no maior porto do país.

O processo investigativo deve esclarecer se houve falhas humanas, problemas mecânicos ou descumprimento de regulamentos, e poderá recomendar mudanças operacionais e estruturais para reduzir riscos futuros no Canal de Santos.

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