quarta-feira
24 junho

Marinha do Brasil avalia Nauru 100D em visita à Xmobots, interesse em emprego em reconhecimento, vigilância persistente e apoio aos Fuzileiros Navais visando autonomia tecnológica

Na visita à Xmobots, a Marinha avaliou o Nauru 100D, discutiu conceitos de emprego, sensores, autonomia e o uso do eVTOL em missões litorâneas, fluviais e expedicionárias

A Marinha do Brasil realizou uma visita institucional à Xmobots para aprofundar o diálogo com a Base Industrial de Defesa e avaliar o Nauru 100D em condições técnicas e conceituais de emprego.

O encontro contou com a presença do Comandante Carlos Alexandre Tunala da Silva, oficial superior do Corpo de Fuzileiros Navais, e teve foco na capacidade do UAS de ampliar a consciência situacional e reduzir riscos ao combatente.

Foram alinhadas possíveis aplicações do Nauru 100D em missões compatíveis com o perfil dos Fuzileiros Navais, como reconhecimento, vigilância persistente e apoio à tomada de decisão, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Avaliação operacional e interesse da Marinha

A visita insere-se no esforço contínuo da Marinha em acompanhar o avanço dos sistemas aéreos não tripulados desenvolvidos no país, com atenção especial ao Nauru 100D e às suas soluções para operações navais e anfíbias.

Durante a troca técnica, foram discutidos conceitos de emprego e se realizou um levantamento das necessidades operacionais reais, buscando compatibilizar requisitos dos Fuzileiros Navais com as capacidades oferecidas pelo sistema.

O interesse manifestado pela Marinha demonstra a busca por meios que permitam reconhecimento e vigilância em ambientes litorâneos e fluviais, aumentando a eficiência do emprego do poder naval e anfíbio.

Nauru 100D e o avanço tecnológico nacional em missões ISTAR

Desenvolvido com tecnologia proprietária, o Nauru 100D é um UAS eVTOL focado em missões ISTAR, inteligência, vigilância, aquisição de alvos e reconhecimento, com capacidade de decolagem e pouso vertical.

A flexibilidade proporcionada pelo eVTOL reduz a dependência de infraestrutura aeroportuária, permitindo emprego em áreas restritas e em operações expedicionárias, com integração de sensores e autonomia compatível com demandas modernas.

A apresentação técnica destacou que soluções nacionais podem atender requisitos militares avançados, integrando arquitetura de sistemas e sensores de forma a apoiar a tomada de decisão em tempo real.

Integração entre Forças e indústria e fortalecimento da Base Industrial de Defesa

A iniciativa reforça a importância estratégica da integração entre as Forças Armadas e a indústria nacional, elemento-chave para consolidar a Base Industrial de Defesa, por meio do diálogo direto entre usuários e desenvolvedores.

Esse contato permite ajustar projetos, acelerar a maturação tecnológica e reduzir dependências externas, contribuindo para a autonomia estratégica e para a geração de conhecimento no setor de defesa.

Ao estreitar laços com empresas brasileiras de alta tecnologia, a Marinha apoia o fortalecimento do ecossistema nacional de ciência, tecnologia e inovação em defesa, com visão de longo prazo e planejamento.

Próximos passos e implicações operacionais

O intercâmbio técnico abre caminho para novas avaliações, testes e possível incorporação de requisitos operacionais no desenvolvimento do Nauru 100D, visando maximizar sua utilidade em missões dos Fuzileiros Navais.

Casos de emprego bem-sucedidos podem servir de referência para outras unidades e para futuras compras governamentais, evidenciando a relevância de plataformas não tripuladas no apoio às operações navais contemporâneas.

Leituras e desenvolvimentos subsequentes dependerão do alinhamento entre necessidades operacionais, resultados dos testes e prioridades estratégicas da Marinha, com acompanhamento contínuo da Base Industrial de Defesa.

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