Na 26ª Operação Acre, a Marinha do Brasil transforma o Rio Juruá em corredor de saúde, com atendimento ambulatorial completo e ações em municípios do Amazonas e do Acre
A embarcação porta atendimento médico e odontológico a comunidades cuja única ligação com o resto do país é o rio, levando serviços básicos, vacinas e exames.
A presença do navio reforça o acesso à saúde em localidades isoladas, trazendo também acolhimento e encaminhamentos quando necessário.
conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Roteiro da missão e estrutura embarcada
A embarcação subordinada ao Comando da Flotilha do Amazonas desatracou da Estação Naval do Rio Negro, em Manaus, para a 26ª edição da Operação Acre.
Ao longo de quatro meses, o Navio de Assistência Hospitalar Doutor Montenegro seguirá por municípios como Juruá, Itamaraty, Carauari, Eirunepé, Ipixuna e Guajará, e por Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Mâncio Lima.
A estrutura embarcada permite atendimento ambulatorial completo, reforçando a capacidade do Estado de alcançar populações em áreas onde o acesso terrestre é inexistente.
Atendimentos e números
Somente entre 12 de janeiro e 12 de fevereiro, foram realizados 1.313 atendimentos de saúde básica, incluindo consultas médicas, odontológicas, exames laboratoriais e procedimentos preventivos.
No primeiro mês da operação, a Marinha do Brasil já havia levado atendimento a mais de 1.000 ribeirinhos, cifra que demonstra o alcance inicial da missão.
A ação seguirá até 19 de maio, com possibilidade de encaminhamentos para exames complementares e biópsias quando necessário.
Parcerias e ações complementares
A missão é realizada em parceria com o Ministério da Saúde e com prefeituras locais, que, em pontos como Cruzeiro do Sul, apoiaram a disponibilização de vacinas a bordo.
A ONG Américas Amigas participa da operação, contribuindo para a realização de mamografias e agilizando o encaminhamento de biópsias, complementando o trabalho médico da Marinha do Brasil.
Histórias que ilustram o impacto social
Entre os atendimentos, uma gestante de sete meses realizou seu primeiro pré-natal a bordo, na comunidade de Xibauá, e recebeu ultrassonografia que confirmou a saúde do bebê, que será um menino.
O bebê ganhou o nome de Marinho, em homenagem à instituição que proporcionou o atendimento, um gesto que simboliza o vínculo entre a Marinha do Brasil e as populações ribeirinhas.
Em regiões onde o rio é o único caminho possível, cada parada do navio representa mais do que assistência, representa presença, acolhimento e dignidade para quem vive isolado.


