A formação desde os 9 anos no Programa Forças no Esporte, a disciplina e a leitura do mar levaram a velejadora a vencer em Itaparica, mostrando impacto social do PROFESP
Lídia Monike Santos Barbosa começou no esporte ainda criança e transformou a rotina em resultado. Treinada pelo Programa Forças no Esporte, ela mostrou maturidade e técnica ao competir em nível nacional.
Aos 13 anos, em sua primeira grande competição nacional, a velejadora conquistou o ouro na categoria feminina juvenil, e ficou entre os 20 melhores do ranking geral da prova.
Os dados e o relato da trajetória foram divulgados em comunicado sobre o desempenho da atleta, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Domínio do vento e tomada de decisão
A Classe Optimist é apontada como a porta de entrada da vela competitiva, com barcos individuais que exigem leitura constante do vento, corrente e posicionamento. Em cada regata, o atleta toma decisões sozinho, o que exige técnica e autocontrole.
Na 20ª Copa Brasil de Estreantes da Classe Optimist, realizada em Itaparica, BA, Lídia manteve regularidade ao longo das provas, característica que foi determinante para o pódio na categoria feminina juvenil.
O desempenho da jovem evidencia não apenas talento natural, mas também disciplina e método de treinamento, elementos reforçados pelo trabalho do PROFESP junto às Forças Armadas.
O mar como espaço de reconstrução
Por trás da medalha, existe uma trajetória marcada por desafios pessoais, perdas e momentos de vulnerabilidade familiar. O esporte surgiu como apoio emocional e social, oferecendo rotina e pertencimento à jovem.
Em suas próprias palavras, “A Marinha virou a minha segunda casa”, frase que ilustra como o convívio no ambiente naval ajudou a fortalecer responsabilidade, foco e resiliência.
Para Lídia, a vela foi mais que competição, foi também espaço de reconstrução e de construção de autoestima, com impacto direto nas escolhas e perspectivas de futuro.
PROFESP como política pública de impacto
O PROFESP, coordenado pelo Ministério da Defesa em parceria com as Forças Armadas, usa o esporte como ferramenta de inclusão, formação cidadã e desenvolvimento integral. No âmbito da Marinha do Brasil, o programa é implementado em organizações militares e centros de formação.
Além da prática esportiva, o projeto associa acompanhamento escolar, disciplina e orientação pedagógica, o que contribui para revelar talentos e formar cidadãos preparados para a vida.
A conquista de Lídia Monike é um exemplo do potencial do PROFESP para transformar trajetórias e fortalecer projetos de vida dentro e fora do esporte, mostrando que investimento público e estrutura podem revelar novos nomes para a vela nacional.
O que vem a seguir
Com o resultado em Itaparica, Lídia segue ganhando visibilidade e poderá disputar novas competições em categorias de base, ampliando experiência e desempenho técnico. O apoio contínuo do PROFESP será determinante para os próximos passos da carreira.
Para acompanhar relatos, sugestões de pauta e esclarecimentos sobre a cobertura, o canal de contato do Defesa em Foco permanece disponível, fortalecendo o diálogo entre programas públicos, atletas e sociedade.


