Operação Catrimani II realizou patrulhamento fluvial e vasculhamento no garimpo Mucuim, inutilizou estruturas e ampliou a articulação entre Forças Armadas e órgãos estaduais para o combate ao garimpo na TI Yanomami
As Forças Armadas intensificaram as ações de combate ao garimpo na TI Yanomami com operações de campo destinadas a desarticular a logística dos garimpeiros, reduzir impactos ambientais e reafirmar a presença do Estado em área sensível da Amazônia.
As intervenções focaram em patrulhamento fluvial e vasculhamento, com apreensão e inutilização de estruturas que sustentam as operações ilegais, diminuindo a capacidade de permanência dos infratores.
Conforme informação divulgada pelo Comando Operacional Conjunto Catrimani II.
Patrulhamento e retirada de estruturas
Nos dias 17 e 18 de fevereiro, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II realizou patrulhamento fluvial e vasculhamento na região do garimpo Mucuim, reforçando a presença do Estado em uma das áreas mais sensíveis da Amazônia.
Durante as ações de reconhecimento e fiscalização, foram inutilizados dois acampamentos compostos por lonas e materiais de uso pessoal, além de baterias, hélice de motor de popa, freezers, fogão, motosserra, panelas e carotes, medida que compromete diretamente a logística do garimpo ilegal.
O objetivo central do combate ao garimpo na TI Yanomami é desarticular a infraestrutura clandestina, impedir a retomada rápida das atividades ilícitas e mitigar danos a rios e ecossistemas locais.
Impactos ambientais e proteção às comunidades
A ação também contribui para a proteção ambiental, mitigando impactos sobre rios, fauna e comunidades indígenas da região, ao reduzir a contaminação e a pressão humana sobre áreas de caça e pesca tradicionais.
No curto prazo, a retirada de equipamentos e acampamentos diminui o risco de uso de maquinário contaminante e de dispersão de resíduos, e no médio prazo, busca limitar a ocupação irregular da terra.
O combate ao garimpo na TI Yanomami é apresentado pelas autoridades como medida necessária para preservar modos de vida indígenas e garantir integridade dos recursos naturais.
Desafios logísticos e preparo operacional
A missão foi conduzida em cenário de elevada complexidade logística, com a acentuada seca do rio comprometendo a navegabilidade, impondo riscos adicionais às embarcações e às equipes envolvidas.
As condições adversas exigiram elevado grau de coordenação, disciplina e preparo operacional da tropa, que atuou com segurança e eficiência em área de difícil acesso, mostrando capacidade de operação em ambiente amazônico.
A operação foi realizada em cumprimento à Portaria GM-MD nº 5.831, de 20 de dezembro de 2024, e integra ações preventivas e repressivas contra ilícitos ambientais e transfronteiriços.
Ação integrada e reforço da soberania
A Operação Catrimani II ocorreu em coordenação com a Casa de Governo no Estado de Roraima e reúne Forças Armadas, órgãos de segurança pública e agências governamentais, numa resposta conjunta ao garimpo ilegal.
A atuação integrada evidencia o nível de interoperabilidade entre militares e órgãos estaduais, considerada essencial para missões dessa natureza, e reafirma a intenção de manter a presença do Estado na região de forma permanente.
O reforço contínuo no combate ao garimpo na TI Yanomami é colocado pelas autoridades como parte da defesa da soberania nacional, da preservação ambiental e da garantia da ordem pública.
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