Operação coordenada pelo Comando do 3º Distrito Naval mobilizou Salvamar Nordeste, SISTRAM V e meios navais para resgatar 11 tripulantes e rebocar NW AIDARA até Fortaleza
A Marinha do Brasil conduziu uma operação de Busca e Salvamento complexa no Atlântico, para socorrer o navio-tanque NW AIDARA, em perigo e à deriva há semanas.
A embarcação, de bandeira africana, enfrentou problemas técnicos graves que colocaram em risco a navegação e a vida dos tripulantes, exigindo atuação coordenada e contínua no mar.
A ação envolveu monitoramento, assistência médica remota e suporte de navios mercantes, em um esforço internacional que salvou vidas e evitou danos ambientais, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Operação técnica de Busca e Salvamento
A resposta foi coordenada pelo Comando do 3º Distrito Naval e pelo Centro de Busca e Salvamento do Salvador, com atuação do Salvamar Nordeste, usando o sistema SISTRAM V para rastreamento e coordenação.
Houve troca de informações com o MRCC Dakar e emprego de meios navais brasileiros, entre eles o Navio-Patrulha Oceânico Araguari, a corveta Caboclo e o rebocador de alto-mar Triunfo, permitindo localizar e estabilizar a embarcação.
Relatos apontam que o NW AIDARA estava com falha grave no sistema hidráulico, o que resultou em impossibilitando o controle de rumo, cenário crítico que motivou o reboque seguro até o porto.
Situação da tripulação e assistência
O navio carregava 11 tripulantes a bordo, que viveram quase duas semanas de incerteza, e depois praticamente quase dois meses à deriva em alto-mar antes do socorro final.
Durante o período de deriva, a tripulação enfrentou escassez de alimentos, falhas de comunicação e riscos à segurança, e recebeu suporte por telemedicina e suprimentos de navios mercantes como o YK NEWPORT.
Segundo a apuração, os tripulantes passaram por quase 50 dias de incerteza até a chegada dos meios brasileiros, e medidas de assistência foram fundamentais para preservar a vida a bordo.
Prevenção ambiental e segurança da navegação
Além do risco humano, a situação apresentava potencial de desastre ambiental, por se tratar de um navio-tanque e pelo risco de vazamento e encalhe próximo ao litoral nordestino.
Ao executar o reboque e levar a embarcação para Fortaleza, a Marinha do Brasil contribuiu para rebocar a embarcação com segurança até o porto, evitando impactos ecológicos e garantindo a circulação segura nas rotas do Atlântico Sul.
A operação reforça o papel da Marinha do Brasil como provedor de segurança marítima regional, e demonstra a importância da cooperação internacional entre centros de coordenação e a comunidade marítima para salvar vidas e proteger o meio ambiente.


